Quem quer se beneficiar da morte de Jair Bolsonaro? Carluxo responde
Carlos Bolsonaro critica aliados "alinhados ao sistema", denuncia censura e vigilância a Bolsonaro, e acusa direita de omissão diante da crise política.
Carlos Bolsonaro (PL-RJ) voltou às redes sociais nesta segunda-feira (29) para atacar aliados que, segundo ele, estariam “alinhados ao sistema” e interessados em se beneficiar da fragilidade do pai, Jair Bolsonaro (PL). Em uma série de postagens na rede X, o vereador do Rio traçou um quadro dramático da situação do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
“Já se passaram mais de 120 horas em que Jair Bolsonaro continua sendo torturado, enquanto as cautelares utilizadas para justificar mais covardias contra sua pessoa não têm respaldo legal em seu caso. Tentaram matá-lo com uma facada, ele vem sendo perseguido implacavelmente pelo sistema desde 2019 e, até em um pós-operatório de mais de 12 horas, foi orquestradamente recebido por um oficial de justiça, fazendo sua pressão explodir”, escreveu.
Carlos afirmou ainda que Bolsonaro está “incomunicável, censurado nas redes sociais e vigiado 24 horas por agentes do Estado”. Ao final, endureceu o discurso contra os aliados da direita que não têm se pronunciado publicamente em defesa do pai:
“Hoje, absolutamente todos os que se dizem de direita e não se pronunciaram diante da continuidade da prisão, censura e destruição psicológica, física e eleitoral da maior potência política do país estão, fatidicamente, alinhados com o sistema para aniquilar Jair Bolsonaro e se beneficiar com sua morte.”
Contexto político
As declarações ocorrem em meio à crise no campo conservador. Na semana passada, vieram à tona informações de que Bolsonaro teria aceitado apoiar a candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em troca de um abrandamento da pena de 27 anos e 3 meses imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
A movimentação dividiu a direita. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já lançou sua própria candidatura à Presidência, reagiu de forma contundente, ampliando o racha interno e levando Tarcísio a cogitar desistir da empreitada como nome da terceira via contra Lula.
Enquanto isso, o governador paulista manteve silêncio e, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, visitou Bolsonaro nesta manhã, na mansão do condomínio Solar de Brasília, onde o ex-presidente está preso.
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