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Quem foi Brito, zagueiro campeão da Copa de 1970, que morreu aos 86 anos

Ex-jogador passou por uma internação recentemente por um quadro de pneumonia


Reprodução Quem foi Brito, zagueiro campeão da Copa de 1970, que morreu aos 86 anos
Morre Brito, zagueiro campeão com o Brasil na Copa de 1970, aos 86 anos

Brito, zagueiro titular da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1970, morreu aos 86 anos após internação por pneumonia no Rio de Janeiro. O ex-jogador estava hospitalizado desde 14 de maio e a confirmação do falecimento foi feita pela família em uma página oficial nas redes sociais.

O que aconteceu

O ex-zagueiro Brito, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, morreu na noite de quinta-feira (11), aos 86 anos. Ele estava internado há algumas semanas em um hospital na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, tratando um quadro de pneumonia. A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada. O anúncio foi feito pela família em uma conta nas redes sociais, que também agradeceu as mensagens de apoio e orações.

Brito foi titular da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1966 e 1970. Na edição de 1970, disputada no México, foi peça importante na campanha do tricampeonato mundial, atuando ao lado de Piazza na defesa. Ficou conhecido pela força física, regularidade e excelente preparo físico, sendo apontado como um dos atletas mais resistentes do torneio. Pela Seleção, somou 61 partidas e integrou também os elencos campeões da Copa Roca (1971) e da Taça Independência (1972).

Revelado pelo Vasco da Gama, clube pelo qual era torcedor desde a infância, Brito construiu uma longa trajetória em São Januário, com mais de 400 partidas ao longo de mais de 10 anos e 405 jogos oficiais em duas passagens (1957 e 1959 a 1969), marcando 11 gols e conquistando títulos como o Torneio de Paris de 1957 e o Rio-São Paulo de 1966. Depois da Copa de 1970, foi negociado com o Flamengo, clube ao qual já pertencia no momento do Mundial.

Ainda em 1970, após divergências com um treinador, acabou emprestado ao Cruzeiro. Em seguida, seguiu carreira em outros clubes importantes do futebol brasileiro e internacional, incluindo Internacional, Corinthians, Athletico-PR, Botafogo, Democrata-GV, além de passagens no exterior por Montreal Castors (Canadá) e Deportivo Galícia (Venezuela). Também defendeu o River-PI no fim de sua trajetória, além de outras equipes como o River-PI ser parte de sua extensa carreira no futebol brasileiro.

No Botafogo, conquistou quatro títulos, e no Vasco somou dez troféus ao longo de sua passagem. Em 1970, foi eleito Bola de Prata pela revista Placar, reconhecimento individual de sua atuação no futebol brasileiro.

A morte de Brito gerou manifestações de clubes e entidades. O Vasco da Gama destacou sua importância como um dos maiores zagueiros de sua história, lembrando suas 405 partidas e sua formação em São Januário. O Flamengo afirmou que o ex-jogador “honrou e respeitou o Manto”. O Botafogo também lamentou a perda de “um dos gigantes do tricampeonato mundial”. Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ressaltou sua contribuição para o título de 1970 e destacou seu legado como exemplo de raça e dedicação para futuras gerações.

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