Saúde

Quem era mulher que morreu após beber metanol em bar de SP

Bruna Araújo, de 30 anos, morreu após consumir bebida adulterada; São Paulo já soma 15 casos confirmados e 164 suspeitos de intoxicação por metanol.


Reprodução Quem era mulher que morreu após beber metanol em bar de SP
Quem era mulher que morreu após beber metanol em bar de SP

A Prefeitura de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, confirmou, na noite desta segunda-feira (6/10), a morte de Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, designer de cílios e sobrancelhas, vítima de intoxicação por metanol. A jovem estava internada após apresentar sintomas de envenenamento, sendo o primeiro e único caso confirmado na cidade até o momento. O município já contabiliza 78 notificações suspeitas de contaminação, tornando-se o segundo mais afetado no estado.

Bruna será velada nesta terça-feira (7/10), às 14h, e sepultada às 17h40, no Cemitério Memorial Jardim Santo André. Amigos e familiares lamentaram a morte da jovem nas redes sociais. Em mensagens emocionadas, ela foi lembrada como uma pessoa "iluminada", "incrível", "guerreira" e "determinada". “Sua vida infelizmente terminou cedo demais, mas no meu coração você será eterna”, publicou uma amiga no Instagram. Outras mensagens destacaram sua alegria de viver e o impacto positivo que causava nas pessoas próximas.

Com a morte de Bruna, sobe para três o número de óbitos confirmados por intoxicação por metanol no estado de São Paulo. As outras duas vítimas fatais são da capital: o empresário Ricardo Lopes Mira, que apresentou os primeiros sintomas em 9 de setembro e faleceu dias depois, e Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos, que foi internado no dia 29 de setembro no Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio, no Tatuapé, e morreu em 2 de outubro.

Além dos três casos fatais confirmados, há outras sete mortes sob investigação. O total de casos confirmados de intoxicação por ingestão de bebidas adulteradas com metanol chega a 15. Há ainda 164 casos suspeitos em análise pelas autoridades sanitárias, sem contar os já confirmados.

Diante da gravidade da situação, o governo do estado de São Paulo montou um comitê de crise para combater a venda e o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Até agora, 11 estabelecimentos foram interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal. Na capital, os locais interditados estão nos bairros da Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, M’Boi Mirim e Cidade Dutra. Já na Grande São Paulo, as interdições ocorreram em Osasco (2), São Bernardo do Campo (1) e Barueri (1).

Como medida emergencial, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou na última sexta-feira (3/10) a compra e distribuição de 2 mil ampolas de etanol medicinal, substância utilizada no tratamento de intoxicação por metanol. As doses foram encaminhadas aos centros de referência estaduais.

Além disso, um novo protocolo de análise toxicológica foi implementado para acelerar o diagnóstico dos pacientes. Agora, testes em amostras de sangue e urina podem ser realizados em até uma hora no Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF), da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto (USP-RP). A medida visa garantir agilidade no início do tratamento e, assim, aumentar as chances de recuperação das vítimas.

A intoxicação por metanol é altamente perigosa. O composto químico, quando ingerido, pode causar sérias lesões no sistema nervoso, cegueira e, em casos mais graves, a morte. A suspeita é que as vítimas tenham consumido bebidas alcoólicas adulteradas com a substância, adquiridas em bares e distribuidoras irregulares.

As investigações seguem em andamento e novas medidas devem ser adotadas nos próximos dias para conter o avanço dos casos e responsabilizar os envolvidos na produção e venda de bebidas adulteradas. As autoridades de saúde orientam a população a consumir apenas produtos de procedência confiável e denunciar qualquer suspeita de irregularidade às vigilâncias sanitárias locais.

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