Quem é Simone Marquetto: deputada católica ganha força como possível vice de Flávio Bolsonaro em 2026
O fortalecimento de seu nome ocorre mesmo diante de uma lista extensa de possíveis aliados do campo de centro à direita
A possível formação da chapa presidencial de 2026 já movimenta os bastidores da política nacional, e um nome começa a ganhar destaque ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL): o da deputada federal Simone Marquetto (PP-SP). Com forte atuação religiosa e influência no interior paulista, a parlamentar surge como uma alternativa estratégica para ampliar o alcance eleitoral do pré-candidato.
Deputada católica cresce como opção para vice
Simone Marquetto, de 50 anos, tem avançado nas articulações políticas e passou a ser vista como uma das favoritas para ocupar a vaga de vice na eventual chapa de Flávio Bolsonaro. O fortalecimento de seu nome ocorre mesmo diante de uma lista extensa de possíveis aliados do campo de centro à direita.
Um encontro recente entre os dois, realizado em São Paulo, reforçou os sinais de aproximação. Após a reunião, a deputada publicou um vídeo nas redes sociais destacando a afinidade política e religiosa com o senador. Na gravação, ela enfatiza valores como fé e família, pilares que também são defendidos por Bolsonaro.
Estratégia mira eleitorado conservador e religioso
A escolha de Simone Marquetto é vista como parte de um cálculo político para ampliar a base eleitoral de Flávio Bolsonaro, especialmente entre eleitores cristãos. O senador enfrenta resistência em segmentos religiosos mais conservadores — sobretudo entre lideranças evangélicas, que já demonstraram apoio a outros nomes na corrida presidencial.
Nesse cenário, a aproximação com uma liderança católica de projeção nacional pode representar uma tentativa de unificar o voto cristão. A estratégia busca não apenas equilibrar forças dentro do eleitorado conservador, mas também ampliar o alcance da campanha.
Apoio do PP fortalece articulação nacional
O Progressistas (PP), partido de Simone Marquetto, também atua diretamente para consolidar o nome da deputada. Segundo a legenda, as conversas com Flávio Bolsonaro avançaram e colocam a parlamentar como uma das principais opções para a vice-presidência.
A articulação envolve lideranças importantes da sigla, como o senador Ciro Nogueira e o dirigente estadual Maurício Neves. Internamente, o partido avalia que Marquetto agrega peso eleitoral em São Paulo — maior colégio eleitoral do país — além de fortalecer o discurso conservador com viés religioso.
Trajetória combina política, mídia e religião
Antes de ingressar na política, Simone Marquetto atuou como jornalista em emissoras de televisão e construiu presença relevante nas redes sociais como influenciadora católica. Ex-prefeita de Itapetininga, foi eleita deputada federal e passou a se consolidar como uma das principais vozes da Igreja Católica no Congresso.
Ela mantém proximidade com lideranças religiosas, como o frei Gilson, e participa de eventos ligados à fé em todo o país. Entre suas iniciativas legislativas, destacam-se propostas voltadas à valorização de símbolos e práticas religiosas, como a criação do Dia Nacional do Rosário.
Disputa interna e alternativas na direita
Apesar do avanço de seu nome, Simone Marquetto não é a única cotada para a vice. Dentro do próprio PP, a senadora Tereza Cristina também aparece como opção. No entanto, aliados da deputada argumentam que ela possui maior potencial de expansão eleitoral, especialmente por dialogar com segmentos ainda não totalmente alinhados ao bolsonarismo.
Analistas avaliam que a presença de Marquetto poderia suavizar a imagem da chapa junto a determinados públicos, como mulheres e católicos praticantes, sem alterar o núcleo ideológico da campanha.
Desafios e limitações
Apesar da força crescente nos bastidores, Simone Marquetto ainda enfrenta desafios. Seu nível de conhecimento nacional é considerado limitado, e sua influência política fora de São Paulo ainda está em construção.
Ainda assim, sua possível indicação como vice é vista como uma peça de articulação política, capaz de conectar partidos, ampliar alianças e reforçar a presença da direita em diferentes segmentos do eleitorado.
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