Segurança Pública

Quem é o homem que jogou mala de dinheiro da janela em Balneário Camboriú durante ação da PF

Igor Paganini atua no mercado imobiliário com raízes no Paraná, ele jogou uma mala com cerca de R$ 430 mil da janela em Balneário Camboriú


Reprodução Quem é o homem que jogou mala de dinheiro da janela em Balneário Camboriú durante ação da PF
Igor Paganini e o dinheiro jogado pela janela

O empresário Igor Paganini foi identificado como o alvo da Polícia Federal que arremessou uma mala contendo cerca de R$ 430 mil em espécie pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, nesta quarta-feira (11). A tentativa desesperada de ocultação de provas ocorreu durante o cumprimento de mandados da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga um esquema de desvios bilionários no Rioprevidência envolvendo o Banco Master.

O QUE ACONTECEU 

Embora possua histórico empresarial originário no estado do Paraná, Paganini consolidou sua atuação no mercado imobiliário de luxo do litoral norte de Santa Catarina. A ironia do caso é que o edifício de onde os valores foram lançados, o Paganini Tower, integra o portfólio de empreendimentos ligados à própria família do empresário. A torre é um dos ativos que conectam o patrimônio físico do clã à área onde a operação policial se concentrou.

Dados corporativos levantados pela reportagem detalham a teia jurídica montada recentemente pelo empresário. Igor Paganini é sócio-administrador da Paganini Holding Ltda, empresa fundada em novembro de 2023 em Balneário Camboriú, com a finalidade de gerir participações societárias e instituições não-financeiras. É através dessa holding e de outras sociedades de propósito específico (SPE) que ele gerencia seus ativos. Além da construtora, ele também figura como administrador de uma distribuidora de bebidas, a My Club Ltda, aberta em dezembro de 2024, datas que coincidem com o período em que o esquema do Rioprevidência já estava sob escrutínio das autoridades.

A rota dos carros de luxo e a lavagem

A Polícia Federal apreendeu a mala com os valores, que ficaram espalhados pela área comum do prédio após a queda. As autoridades agora investigam se a estrutura empresarial de Paganini foi utilizada para lavar dinheiro oriundo das operações financeiras fraudulentas, funcionando como um “banco paralelo” para os líderes do esquema.

A suspeita é que Paganini atuava na logística de ocultação de bens de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência e principal alvo da operação. Além do dinheiro vivo, a PF apreendeu uma BMW X6 que estava em posse de pessoas ligadas ao grupo em Santa Catarina e busca uma Porsche ainda não localizada. A defesa do empresário não foi localizada até o momento.

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