Política

PT aponta que 55 apoiadores de Flávio pagaram por anúncios contra Lula

Relatório que circulou no Planalto cita parlamentares, prefeitos e influenciadores e embasa ações no TSE por suposta propaganda negativa antecipada após desfile da Acadêmicos de Niterói.


Reprodução PT aponta que 55 apoiadores de Flávio pagaram por anúncios contra Lula
PT aponta que 55 apoiadores de Flávio pagaram por anúncios contra Lula

Um relatório do PT afirma que 55 apoiadores da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro pagaram para impulsionar postagens contra Lula após o desfile da Acadêmicos de Niterói. O documento, que circulou no Planalto, cita parlamentares, prefeitos e influenciadores e embasa ações no TSE por suposta propaganda negativa antecipada.

O que aconteceu

A lista, com cerca de 70 páginas, aponta que apoiadores de Flávio Bolsonaro investiram entre R$ 100 e R$ 699 em anúncios pagos nas redes sociais após o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula na Marquês de Sapucaí. A faixa de R$ 300 foi a mais recorrente.

Entre os citados está o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, indicado como o maior investidor, com valores entre R$ 600 e R$ 699. Segundo o levantamento, suas publicações teriam alcançado de 375 mil a 400 mil interações. O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) também aparece na lista. Ele impulsionou um vídeo com uso de inteligência artificial que mostrava Lula fantasiado ao lado da primeira-dama, com referências a escândalos como “mensalão” e “petrolão”. A publicação teve 187,5 mil visualizações.

Também constam nomes como Renato Bolsonaro, Eduardo Pazuello, Júlia Zanatta e Dr. Hiran. Parte deles não comentou.

O PT protocolou cinco ações no Tribunal Superior Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, o PL, Romeu Zema e aliados, alegando uso de conteúdo falso para influenciar o debate público. Novas ações devem ser apresentadas.

Pesquisa da AtlasIntel divulgada após o carnaval apontou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno. No governo, a orientação é tratar o resultado com cautela.

A legislação proíbe impulsionamento de propaganda negativa antes do período eleitoral, mas proposta em análise no TSE prevê que críticas a governos não configurem irregularidade, desde que não mencionem diretamente a eleição.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: