Política

PSOL rejeita federação com PT, mas apoia Lula em 2026

Partido mantém aliança com a Rede e decide apoiar reeleição de Lula já no primeiro turno


Ricardo Stuckert PSOL rejeita federação com PT, mas apoia Lula em 2026
O ministro Guilherme Boulos era um dos defensores da federação

O PSOL decidiu neste sábado (7) rejeitar a proposta de formar uma federação partidária com o PT para as eleições de 2026. Apesar disso, o partido confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno e renovou sua federação com a Rede Sustentabilidade.

O que aconteceu

O PSOL deliberou neste sábado (7) contra a criação de uma federação partidária com o PT para a disputa eleitoral de 2026. A decisão representou uma derrota para o setor da legenda que defendia a formalização da aliança com os petistas.

Mesmo recusando a federação, o partido aprovou uma resolução política que confirma o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno. Segundo o documento, a medida busca fortalecer a unidade das forças de esquerda diante da extrema direita.

A presidenta do PSOL, Paula Coradi, afirmou nas redes sociais que a decisão demonstra o compromisso da legenda com a unidade do campo progressista e popular. Segundo ela, a coesão entre partidos de esquerda foi essencial em 2022 para derrotar o projeto autoritário da extrema direita e continua sendo necessária.

Na mesma reunião, o partido também aprovou a renovação da federação com a Rede Sustentabilidade, formada em 2022, garantindo a continuidade da aliança entre as duas siglas pelos próximos quatro anos.

O debate sobre uma possível federação com o PT vinha dividindo o PSOL nas últimas semanas. A proposta partiu da direção petista e era defendida por uma ala ligada ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que via na união uma forma de fortalecer a esquerda para 2026.

Já os setores contrários argumentavam que a federação poderia reduzir a autonomia política do PSOL, especialmente em disputas estaduais, ao exigir decisões conjuntas com o PT em âmbito nacional. A regra das federações prevê atuação conjunta em todo o país, compartilhamento programático e soma de votos para efeitos da cláusula de barreira.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: