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Postagens viralizam vídeo de 2023 de Dino fazendo “L”

Postagens recentes confundem data e questionam conduta do ministro do STF


Reprodução Postagens viralizam vídeo de 2023 de Dino fazendo “L”
Postagens viralizam vídeo de 2023 de Dino fazendo “L”

Um vídeo de fevereiro de 2023 mostra Flávio Dino, então ministro da Justiça, em um trio elétrico no Carnaval de São Luís fazendo o gesto “L”, associado a Lula. Recentes publicações dão a entender que seria do Carnaval de 2026, gerando críticas sobre conduta política de um ministro do STF.

O que aconteceu

Perfis alinhados à direita nas redes sociais viralizaram recentemente um vídeo de Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal, participando de um trio elétrico no Carnaval de São Luís. O registro, porém, é antigo: data de fevereiro de 2023, quando Dino exercia o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No vídeo, Dino aparece fazendo o gesto “L” com os dedos, símbolo associado ao presidente Lula, enquanto participa do circuito da Avenida Litorânea acompanhado das cantoras Vanessa da Mata e Flávia Bittencourt. Apesar de a filmagem ser de 2023, muitas postagens recentes sugerem que o ato teria ocorrido no Carnaval de 2026, quando Dino já ocupava a cadeira no STF.

O conteúdo tem sido usado para questionar a conduta do ministro. O advogado Jeffrey Chiquini, conhecido por atuar na defesa de Filipe Martins durante o julgamento sobre a trama golpista no STF, compartilhou o vídeo afirmando que a atitude configuraria crime de responsabilidade por atividade político-partidária, sem mencionar que o vídeo é antigo. Chiquini citou a Lei nº 1.079, destacando:

“Art. 39. São crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal: 3 – exercer atividade político-partidária; 5 – proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.”

Internautas também comentaram o vídeo, reforçando críticas à postura de Dino e questionando sua imparcialidade como ministro do STF. Entre os comentários, apontou-se que um ministro não poderia se expor publicamente de forma ostensiva ou apoiar qualquer político, citando riscos físicos e éticos da situação.

Por outro lado, a plataforma X (antigo Twitter) registrou notas da comunidade e respostas da inteligência artificial Grok esclarecendo que o vídeo é antigo, atuando como checagem interna e desmentindo a narrativa de que se trataria de 2026.

O caso evidencia como conteúdos antigos podem ser reutilizados nas redes sociais, gerando interpretações equivocadas sobre figuras públicas e levantando debates sobre ética e política na magistratura.

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