Polícia investiga sexo de policial com 5 presos em cela de delegacia
O policial teria chegado à delegacia visivelmente embriagado, após participar de uma festa, e obrigado os presos a manter relações sexuais
A Corregedoria da Polícia Civil do Amazonas (PCAM) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta de um investigador suspeito de obrigar cinco detentos a manter relações sexuais dentro de uma cela da 76ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), em Santa Isabel do Rio Negro, a mais de 800 quilômetros de Manaus.
Segundo as primeiras informações, o policial teria chegado à unidade embriagado após participar de uma festa e, durante o plantão noturno, constrangeu os presos a manter relações sexuais. Durante o episódio, houve tumulto e os detentos chegaram a tomar a arma do investigador, mas não realizaram disparos. No dia seguinte, o grupo procurou o delegado responsável pela unidade, relatou o ocorrido e entregou a arma, confirmando as acusações.
Com base nos depoimentos, o delegado comunicou imediatamente a Corregedoria da Polícia Civil, que abriu investigação formal. Os detentos foram ouvidos e confirmaram a versão apresentada. O procedimento tramita em sigilo, e o servidor foi afastado das funções até a conclusão das apurações. A instituição não informou se o policial já prestou depoimento ou apresentou defesa. Caso as denúncias sejam comprovadas, ele poderá responder por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crimes sexuais, além de ser expulso da corporação.
Posicionamento da Polícia Civil
Em nota divulgada neste sábado (18), a Polícia Civil do Amazonas confirmou a abertura do PAD e informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública do estado.
A corporação declarou que “as informações veiculadas estão sendo apuradas no município de São Gabriel da Cachoeira e o caso já foi devidamente encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas”. A nota reforça ainda que o servidor foi afastado e que a instituição “não compactua com quaisquer desvios de conduta”.
O caso, que ganhou grande repercussão, segue em investigação. Fontes ligadas à apuração afirmam que o policial poderá responder criminalmente por estupro e abuso de autoridade, caso as suspeitas sejam confirmadas pelos laudos e pelos depoimentos de servidores da delegacia.
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