Economia

Plano Safra amplia crédito e reduz juros para agricultores

Governo federal anuncia R$ 85,2 bilhões em financiamentos para a agricultura familiar na safra 2026-2027, com redução de juros e novas linhas de crédito


Ricardo Stuckert/PR Plano Safra amplia crédito e reduz juros para agricultores
Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores

O governo federal lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026-2027, que disponibiliza R$ 85,2 bilhões em crédito para financiamentos com juros entre 0,5% e 7,5% ao ano pelo Pronaf. O programa também amplia investimentos em seguro, assistência técnica e outras ações, além de reduzir taxas para estimular a produção de alimentos da cesta básica.

O que aconteceu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026-2027. A iniciativa prevê R$ 85,2 bilhões em crédito para financiamentos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com taxas de juros entre 0,5% e 7,5% ao ano.

Realizado anualmente, o Plano Safra busca incentivar a produção de alimentos no país por meio de empréstimos com juros inferiores aos praticados pelo mercado. No total, o novo ciclo deve movimentar R$ 97,3 bilhões em crédito rural, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica, extensão rural e outras ações.

O lançamento ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a participação de ministros do governo. Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou que o programa fortalece um modelo de desenvolvimento mais justo, sustentável e inclusivo, destacando a ampliação da autonomia das mulheres rurais, das oportunidades para os jovens e do acesso à ciência, tecnologia e inovação no campo.

Entre as medidas anunciadas está a redução da taxa de juros de 3% para 2% no financiamento da produção convencional de arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite. Para cultivos orgânicos ou agroecológicos, a taxa será de 1%.

O plano também elevou de R$ 100 mil para R$ 120 mil o limite de financiamento para máquinas e equipamentos de menor porte, com juros de 1,5% ao ano. Para máquinas de até R$ 250 mil, a taxa será de 5%. Além disso, foram mantidas linhas de crédito voltadas à agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos, conectividade e acessibilidade no meio rural.

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