Piauí reforça ações de proteção às mulheres durante o Carnaval
Secretaria das Mulheres intensifica campanhas contra importunação sexual, amplia rede de acolhimento e destaca interiorização da Lei Maria da Penha no estado
Com a aproximação do período carnavalesco, o Pensar Piauí conversou, durante solenidade realizada no Palácio de Karnak nesta segunda-feira (12), com a secretária das Mulheres, Zenaide Lustosa, que detalhou as ações voltadas à proteção feminina, especialmente durante o Carnaval. Segundo ela, o trabalho é realizado de forma integrada com outros órgãos estaduais e com os municípios.
“No Carnaval, trabalhamos de forma integrada com todos os órgãos do Governo do Estado e com os municípios, por meio de blitzes educativas e da distribuição de material informativo contra a importunação sexual”, explicou. Ela ressaltou ainda a atuação da Secretaria de Segurança, com centro integrado nos grandes eventos culturais, para combater a importunação sexual, crime cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão.
Zenaide também abordou a questão da violência doméstica contra as mulheres que permanecem em casa nesse período. “A gente sabe que o índice de feminicídio e de violência doméstica está dentro de casa. Então, qual é a saída que nós temos? É investir na educação.”
A secretária informou que o Estado conta atualmente com 81 organismos de políticas para as mulheres, além de um fórum de gestoras municipais que orienta campanhas e parcerias. “Estamos criando equipamentos nos municípios para escuta e acolhimento, além de sensibilizar as mulheres para que saiam desse quadro de isolamento e procurem a rede de atendimento, porque quebrar o silêncio salva vidas.”
Entre os principais avanços apresentados, Zenaide destacou a interiorização da Lei Maria da Penha. “São investimentos que vão chegar a Parnaíba e a Picos. Já estamos com o centro de referência em São Raimundo Nonato, estaremos em Piripiri. Para além dos investimentos do Estado, o poder público municipal também tem ampliado a rede, por meio da sensibilização feita pela Secretaria, para que possamos realmente acolher as mulheres em situação de violência.”
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