PF conclui investigação sobre morte de capanga de Vorcaro, em BH
Polícia descarta indução e aponta ausência de terceiros
A Polícia Federal (PF) concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e afirmou não haver indícios de interferência externa no episódio ocorrido dentro da superintendência da corporação em Belo Horizonte (MG). O caso ganhou repercussão nacional por envolver um suspeito ligado a crimes cibernéticos e a uma organização investigada por acesso ilegal a dados sigilosos.
PF descarta indução e aponta ausência de terceiros
De acordo com o relatório final da investigação, foram analisados contatos mantidos por Mourão com agentes da custódia, além de ligações realizadas após sua prisão. A apuração não identificou qualquer elemento que indique instigação ao suicídio ou participação de terceiros no ocorrido.
Imagens de câmeras de segurança da unidade policial registraram o momento em que o detido utilizou uma camisa de manga comprida para provocar a própria morte. As informações foram divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Prisão e tentativa de sobrevivência
Mourão havia sido preso na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de invasões a sistemas de instituições públicas brasileiras e internacionais, incluindo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Horas após a detenção, ele foi encontrado desacordado na cela. Equipes do Samu conseguiram reanimá-lo e o encaminharam ao Hospital João XXIII, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu.
Atuação em organização investigada
Segundo a PF, Mourão ocupava posição estratégica dentro da organização criminosa investigada. Ele atuava no monitoramento de alvos, invasão de sistemas e coleta ilegal de dados sensíveis.
As investigações também apontam que o grupo teria planejado ações contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Mourão, de acordo com os investigadores, seria peça-chave na execução dessas operações.
Pagamentos milionários e estrutura criminosa
A Polícia Federal identificou que o suspeito recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para desempenhar atividades ilícitas ligadas ao grupo. A estrutura foi descrita como uma espécie de “milícia digital”, voltada à obtenção de informações sigilosas e à intimidação de alvos.
Conhecido em Minas Gerais também pelo apelido “Mexerica”, Mourão acumulava passagens por crimes como estelionato, receptação, associação criminosa e fraudes diversas. Seu histórico inclui ainda falsificação de documentos, evasão de divisas, clonagem de cartões e golpes virtuais.
Vida dupla e atuação empresarial
Apesar do extenso histórico criminal, o investigado mantinha circulação em áreas nobres de Belo Horizonte e figurava como sócio de empresas registradas na Receita Federal. Para a PF, ele integrava o núcleo operacional da organização criminosa alvo da Operação Compliance Zero.
NR - capanga - homem de confiança, ger. contratado como guarda-costas; curimbaba
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