Segurança Pública

Peças de roupa ajudam a esclarecer morte do cão Orelha

Investigação aponta adolescente e reúne provas técnicas


Reprodução Peças de roupa ajudam a esclarecer morte do cão Orelha
Peças de roupa ajudam a esclarecer morte do cão Orelha

A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou a investigação sobre a morte do cão Orelha, atacado na Praia Brava, em Florianópolis, em 4 de janeiro. Com base em depoimentos, imagens, dados de geolocalização e perícias digitais, a polícia identificou um adolescente como autor e encaminhou o caso à Justiça.

O que aconteceu

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que apurou a morte do cão Orelha, ocorrida por volta das 5h30 de 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. A investigação reuniu provas técnicas, relatos de testemunhas e registros eletrônicos que permitiram reconstituir a dinâmica do crime e apontar um adolescente como responsável pelo ataque.

O trabalho policial teve início com o depoimento de 24 testemunhas, que ajudaram a definir horários, locais e a movimentação dos envolvidos. Em paralelo, foram analisadas mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras de segurança da região. Embora não haja registro direto da agressão, o cruzamento das imagens possibilitou a montagem de uma linha do tempo e confirmou a presença do adolescente na área no momento do crime.

Outro elemento central foi a análise da geolocalização do telefone celular usado pelo suspeito. Com o auxílio de um software estrangeiro, os investigadores rastrearam a posição do aparelho durante o intervalo do ataque, reforçando a conclusão de que ele circulava pela Praia Brava naquele horário.

As imagens também contradisseram a versão inicial do adolescente, que afirmou ter permanecido na piscina do condomínio onde mora. Registros da portaria eletrônica indicaram que ele saiu às 5h25 e retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga.

A identificação de um boné rosa e de um moletom usados na ocasião foi considerada decisiva. O adolescente viajou para os Estados Unidos no dia em que os suspeitos foram identificados e, ao retornar, foi interceptado no aeroporto, quando um familiar teria tentado ocultar as roupas. A polícia também apurou coação de testemunhas por adultos ligados ao caso e relacionou o grupo a agressões contra outro cão comunitário. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, com pedido de internação do adolescente.

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