Economia

Orçamento de 2026 desbloqueia R$ 5,7 bilhões para gastos

Revisão das despesas obrigatórias abre espaço no Orçamento sem comprometer os limites do arcabouço fiscal


Valter Campanato/Agência Brasil Orçamento de 2026 desbloqueia R$ 5,7 bilhões para gastos
Ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti

O governo federal anunciou o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026, reduzindo a contenção total para R$ 17,9 bilhões. A medida foi viabilizada pela queda nas despesas obrigatórias e pela revisão para cima das receitas, elevando a projeção de superávit primário para R$ 10,8 bilhões, apesar da alta na estimativa da inflação.

O que aconteceu

O governo federal informou, nesta sexta-feira (24), o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026, reduzindo a contenção total de recursos para R$ 17,9 bilhões. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), a liberação foi possível após a revisão das despesas obrigatórias, com redução de R$ 4,2 bilhões em gastos com pessoal e encargos sociais, além de cortes de R$ 3,2 bilhões em benefícios previdenciários e outros R$ 3,2 bilhões no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O governo também revisou para cima a projeção das receitas primárias, elevando a expectativa de superávit primário para R$ 10,8 bilhões neste ano. No relatório bimestral anterior, a previsão era de superávit de R$ 4,1 bilhões.

A meta fiscal estabelecida para o ano é de superávit de R$ 34,3 bilhões. No entanto, como o limite inferior da meta corresponde a déficit zero, o governo mantém a avaliação de que o objetivo fiscal será cumprido.

Nas projeções macroeconômicas, o MPO reduziu levemente a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,29% para 2,27%. Já a previsão oficial para a inflação foi elevada de 4,49% para 5,08%, ultrapassando o teto da meta de inflação, fixado em 4,5%.

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