O que vem aí para substituir os celulares
O dispositivo, que se lança como opção ao reinado dos smartphones, reúne contexto visual, captura de áudio e facilita intervenções de “assistentes inteligentes”
Durante uma conferência realizada com investidores da Meta, empresa de tecnologia de Mark Zuckerberg — o criador do Facebook e dono do WhatsApp —, o CEO afirmou que quem não usar óculos inteligentes equipados com IA pode enfrentar uma “desvantagem cognitiva significativa” no futuro.
O dispositivo, que se lança como opção ao reinado dos smartphones, reúne contexto visual, captura de áudio e facilita intervenções de “assistentes inteligentes”, as inteligências artificiais generativas.
Zuckerberg é conhecido como o desenvolvedor do Metaverso, uma espécie de ambiente digital integrado em realidade imersiva em que “o mundo físico e o virtual se conectam”. É uma tecnologia de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), em que se pode ver tanto a projeção do que não existe no meio — como avatares e ambientes simulados — quanto o que existe — os objetos do mundo real — e interagir com ambos de maneira simultânea.
O primeiro produto criado para essa integração real-virtual foi o Horizon Worlds, lançado em dezembro de 2021 nos EUA e no Canadá, uma plataforma que permite criar, personalizar e monetizar mundos virtuais, baseada nos óculos Meta Quest, dispositivos que permitem acessar realidade virtual em 3D.
Mas o próximo passo da companhia é tornar a linha entre o real e o virtual ainda mais tênue e menos imaginada: os óculos Hypernova ou Meta Celeste, dispositivos inteligentes com display, são HUD monoculares — ou seja, têm o dispositivo digital inserido direto nas lentes — que projetam informações em tempo real, como hora, clima, notificações integradas de outros aparelhos e até traduções simultâneas. Além disso, permitem falar com IAs diretamente no campo de visão do usuário.
O controle é feito por meio de um bracelete tecnológico de eletromiografia de superfície (sEMG), chamado Ceres. O bracelete detecta os sinais emitidos pelos músculos do antebraço e permite controlar o HUD apenas usando gestos manuais, sem a necessidade de inserir câmeras que captem o movimento.
O valor do dispositivo, que se imagina ser o futuro da humanidade digitalizada, começa em US$ 1.000, mas deve ter um preço de lançamento mais acessível, de acordo com fontes como a Bloomberg: deve custar em torno de US$ 800.
Uma nova conferência da Meta, prevista para 17 de setembro — a Meta Connect 2025 —, pode ser o local do anúncio da pré-venda dos óculos inteligentes, que se parecem com óculos de leitura normais, à exceção de sua armação mais grossa e menos esteticamente prazerosa.
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