Oscar de Barros

O plano é Eduardo Bolsonaro presidente: como Trump e a extrema direita miram o Brasil

O Cerco Global à Democracia Brasileira: Trump, Eduardo e o Projeto de Poder da Extrema Direita


IA O plano é Eduardo Bolsonaro presidente: como Trump e a extrema direita miram o Brasil
Há uma articulação internacional para fazer de Eduardo Bolsonaro, presidente do Brasil

Não tenho dúvidas: a família Bolsonaro jamais aceitou a derrota eleitoral de 2022. Daquele momento até o fim do mandato, os sinais foram evidentes. Houve uma clara movimentação para manter-se próxima do poder, inclusive depois do resultado das urnas. Vieram, então, os eventos do 8 de janeiro – um ataque frontal à democracia – e a posterior partida de Eduardo Bolsonaro rumo aos Estados Unidos.

E os EUA para onde ele foi não são qualquer Estados Unidos. São os EUA de Donald Trump – símbolo máximo da extrema-direita global. Ao lado de nomes como Viktor Orbán, da Hungria; Giorgia Meloni, da Itália; Javier Milei, da Argentina; e Santiago Abascal, da Espanha, Trump representa uma corrente política que despreza a institucionalidade, flerta com o autoritarismo e aposta na desinformação como método. Esses líderes enxergam em Jair Bolsonaro e seus filhos os operadores ideais para disseminar esse modelo tóxico no Brasil – país-chave para as estratégias hemisféricas da extrema-direita.

É por isso que Eduardo Bolsonaro tem acesso privilegiado à Casa Branca trumpista. Foi por isso que conseguiu costurar com Trump a imposição de sanções econômicas duras contra o Brasil. E Trump não hesitará em ir além: adotará mais medidas duras, não para “punir” um governo, mas para favorecer a rearticulação da extrema-direita brasileira. Seu alvo é claro: desestabilizar Lula, atacar o Supremo Tribunal Federal, deslegitimar as instituições. Tudo para criar o terreno propício à volta da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto. E há mais: o plano não é mais apenas restaurar Jair Bolsonaro, mas sim fazer de Eduardo Bolsonaro o próximo mandatário brasileiro — um projeto claro e em curso.

Lula, até aqui, tem feito o que se espera de um estadista. Sua política externa é equilibrada, firme na defesa da soberania nacional e orientada pela diplomacia. Os fatos do passado atestam sua disposição para o diálogo: governou mantendo boas relações tanto com George W. Bush quanto com Barack Obama. Mas Trump não é Bush. Trump não é Obama. Trump quer implodir o conceito de Estado nacional. Seu projeto é outro: entregar o mundo às grandes corporações (Apple, Meta, Exxon, Amazon) e eliminar qualquer concorrente à hegemonia americana — seja ele a China, a Rússia ou, sim, o Brasil.

Neste momento, defender o Brasil exige mais do que gestos simbólicos. A taxação de 50% sobre nossos produtos é um ataque econômico real. As ameaças contra ministros do STF são um ataque institucional. E é certo que mais virá. A extrema-direita está no modo de guerra total – e está disposta a tudo. E há um agravante: se a economia brasileira der sinais de instabilidade, se o  crescimento travar e a inflação pressionar, as pressões populares conytra Lula aumentarão — e haverá quem sugira que Lula ceda, que negocie com Trump, que alivie com Eduardo Bolsonaro, que contemporize com a extrema-direita. Mas esse é o caminho da rendição. Enfrentar essa ofensiva mundial não será tarefa fácil

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