Política

No Congresso do PT, vereadora do RJ fala sobre desafios políticos regionais

Parlamentar participou pela primeira vez do evento em Brasília e falou sobre a realidade do interior fluminense e a necessidade de maior aproximação com as bases


Reprodução No Congresso do PT, vereadora do RJ fala sobre desafios políticos regionais
No Congresso do PT, vereadora do RJ fala sobre desafios políticos regionais

Durante a cobertura do 8º Congresso Nacional do PT, realizado em Brasília, o jornalista Oscar de Barros, do Pensar Piauí, entrevistou a vereadora Maíara Felício, vereadora de Nova Friburgo no estado do Rio de Janeiro. Em sua primeira participação no evento, a parlamentar ressaltou a importância do encontro político em um momento que classificou como decisivo para o país.

“É a primeira vez que eu consigo vir ao Congresso do PT. É uma quadra muito importante que a gente vive, de muitos avanços, especialmente diante do retrocesso que enfrentamos recentemente”, afirmou.

Maiara destacou ainda o simbolismo de sua presença no evento, levando as demandas do interior fluminense, região que, segundo ela, enfrenta dificuldades agravadas por crises políticas locais. “A gente está vivendo toda essa loucura do afastamento do governador, um processo de muita corrupção, e quem mais sofre é o interior”, declarou.

A vereadora chamou atenção para o que considera um distanciamento histórico entre políticas públicas e a população fora dos grandes centros urbanos. “Existe um apagamento da realidade dessas pessoas, tanto pelo número de habitantes quanto pela falta de políticas públicas que realmente transformem a vida dos trabalhadores”, disse.

Ao comentar as perspectivas eleitorais para 2026, Maiara contestou a ideia de fragilidade da esquerda no interior do estado. Ela citou sua própria trajetória política como exemplo: “Sou a contradição de uma cidade que se diz conservadora. Pela segunda vez, fui eleita a vereadora mais votada”.

Para a parlamentar, o fortalecimento político passa por uma mudança na comunicação com as bases. “Muitas vezes perdemos a forma de dialogar com as periferias. É preciso sair do salto alto, falar a língua do povo e tratar do que realmente impacta a vida das pessoas”, defendeu.

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