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“Não vamos subir em palanque com Aécio”, diz Rogério Correia sobre posição do PT em Minas

PT aposta em frente ampla com Rodrigo Pacheco


Reproduçãoo “Não vamos subir em palanque com Aécio”, diz Rogério Correia sobre posição do PT em Minas
Rogério Correia e Aécio Neves

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o Partido dos Trabalhadores não aceitará qualquer aliança com o ex-governador Aécio Neves em Minas Gerais nas eleições de 2026. Em meio às articulações políticas no estado, o parlamentar foi enfático ao destacar que o PT não dividirá palanque com o tucano. “O PT veta qualquer nome ligado a Aécio para compor chapa conosco. Não subiremos em palanque com Aécio Neves”, declarou o deputado em entrevista à imprensa.

PT aposta em frente ampla com Rodrigo Pacheco

A posição do parlamentar ocorre em meio às movimentações em torno de uma possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais. Segundo Rogério Correia, o PT trabalha para consolidar uma frente ampla que reúna partidos da esquerda, centro-esquerda e setores moderados do centro político.

Dentro dessa estratégia, o partido já indicou a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, como pré-candidata ao Senado em uma eventual chapa majoritária. “Estamos buscando construir essa unidade”, afirmou.

Críticas a Aécio e ao impeachment de Dilma

Mesmo defendendo alianças amplas, o deputado reiterou que não há espaço para qualquer aproximação com Aécio Neves. Ele relembrou o papel do tucano no processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016. “Aécio Neves, junto com Eduardo Cunha e Michel Temer, formaram a troika que derrubou Dilma”, disse, ao justificar o veto político.

Disputa eleitoral em Minas e crítica a Nikolas Ferreira

Rogério Correia também comentou as projeções eleitorais em Minas Gerais, especialmente em relação ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes da direita no estado.

O petista questionou estimativas de crescimento eleitoral do parlamentar e defendeu que a esquerda amplie sua votação. “Se ele tem dois milhões de votos, nossos deputados precisam ter ainda mais”, afirmou.

Segundo o deputado, o campo progressista precisa se organizar em torno de candidaturas fortes para ampliar sua presença na Câmara e no Senado. “Uma votação expressiva ajuda a puxar a chapa e fortalecer a bancada”, explicou.

Estratégia nacional para fortalecer a esquerda

O parlamentar destacou que essa estratégia não deve se limitar a Minas Gerais, mas ser adotada em todo o país. Para ele, a unificação em torno de candidaturas competitivas será decisiva para o desempenho eleitoral da esquerda em 2026. “Essa discussão precisa ocorrer no Brasil inteiro. É fundamental construir candidaturas combativas que fortaleçam nossas bancadas”, afirmou.

Minas Gerais será decisiva nas eleições de 2026

As declarações de Rogério Correia reforçam o papel estratégico de Minas Gerais no cenário político nacional. Historicamente, o estado tem peso determinante nas eleições presidenciais.

Na avaliação do deputado, Rodrigo Pacheco pode desempenhar papel central ao dialogar com diferentes campos políticos, incluindo setores do centro e da direita moderada. “Ele conseguiu resolver questões importantes para Minas, como a renegociação da dívida do estado, algo que o governo atual não conseguiu avançar”, disse.

Correia ainda ressaltou a importância do estado na disputa nacional. “Existe um ditado político: quem ganha em Minas, ganha no Brasil. Por isso, precisamos trabalhar Minas com estratégia”, concluiu.

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