Cultura

Morre Haroldo Costa, ator e comentarista de Carnaval, aos 95 anos


Reprodução Morre Haroldo Costa, ator e comentarista de Carnaval, aos 95 anos
Haroldo Costa

Haroldo Costa, ator, diretor e comentarista de Carnaval, morreu aos 95 anos, no Rio de Janeiro, com a morte confirmada pela família. Ele teve papel fundamental na história da televisão brasileira, integrando a equipe que inaugurou a TV Globo em 1965 e dirigindo nomes consagrados do entretenimento. No teatro, tornou-se o primeiro ator negro a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Referência no Carnaval, foi comentarista de grandes emissoras e deixou legado marcante na defesa do samba e da cultura afro-brasileira.

O QUE ACONTECEU 

Haroldo Costa, ator, diretor e comentarista de Carnaval, morreu ontem, aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela família, que informou que detalhes sobre o velório e o sepultamento serão divulgados posteriormente.

Figura marcante da televisão brasileira, Haroldo integrou a equipe responsável pela inauguração da TV Globo, em 1965, atuando na produção e direção de alguns dos primeiros programas da emissora. Ao longo da carreira, dirigiu nomes emblemáticos do entretenimento nacional, como Dercy Gonçalves, Chacrinha e Moacyr Franco.

Na dramaturgia, participou de produções relevantes da teledramaturgia brasileira. Em 1999, integrou o elenco da minissérie Chiquinha Gonzaga, interpretando Raymundo da Conceição. Mais recentemente, em 2022, atuou na série Suburbia, no papel de Aloysio.

Haroldo Costa também construiu uma trajetória reconhecida no Carnaval do Rio de Janeiro, atuando como comentarista em transmissões da TV Globo e da TV Manchete. Torcedor declarado do Acadêmicos do Salgueiro, teve ligação profunda com a escola de samba, cuja história ajudou a preservar ao publicar um livro sobre a agremiação.

No teatro, participou de montagens como O Filho Pródigo e Orfeu da Conceição, tornando-se o primeiro ator negro a se apresentar no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, dividiu cena e projetos com referências da cultura brasileira, como Ruth de Souza, Grande Otelo e Milton Gonçalves.

Em nota, o Salgueiro lamentou a morte de Haroldo Costa e destacou sua importância histórica e cultural. A escola o definiu como “memória viva” e “guardião da história do samba”, ressaltando sua atuação firme na defesa do Carnaval e da cultura afro-brasileira, entendida por ele não apenas como vivência, mas como patrimônio a ser preservado, estudado e respeitado.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: