Marina negocia volta ao PT e candidatura ao Senado
Ministra do Meio Ambiente negocia chapa com o PT para fortalecer aliança com Lula em SP
Marina Silva tem sinalizado disposição para se re-filiar ao PT e disputar as eleições de 2026. O foco principal é a construção de uma chapa forte em São Paulo, apoiando o presidente Lula. As negociações foram temporariamente interrompidas devido a uma fratura na coluna da ministra, que agora retoma os contatos. O PT avalia Marina para o Senado, em chapa com Simone Tebet, enquanto busca convencer Haddad a concorrer ao governo paulista. A decisão da ministra também considera tensões internas na Rede e a garantia de compromissos ambientais.
O que aconteceu
Marina Silva tem demonstrado, segundo aliados, forte inclinação a aceitar uma possível refiliação ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disputar as eleições de 2026. Pessoas próximas à ministra do Meio Ambiente acompanham de perto as negociações, que visam montar uma chapa sólida em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, fortalecendo a aliança em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O diálogo sofreu uma pausa temporária no início do mês após Marina sofrer uma pequena fratura na coluna e ser hospitalizada. Durante a recuperação em casa, ela continua participando das tratativas, que devem ser retomadas à medida que avançam os preparativos eleitorais. Dentro do PT, a estratégia ideal considera Marina como candidata ao Senado em chapa com Simone Tebet, do MDB, enquanto o partido tenta definir a posição de Fernando Haddad no governo paulista. Marina, no entanto, evita confronto direto com Haddad, destacando a relação próxima entre ambos.
Além disso, especula-se sobre uma possível candidatura de Marina à Câmara dos Deputados caso a chapa majoritária não se concretize, mas ela mantém o foco em alternativas compatíveis com seu projeto político. A volta ao PT ganha contexto com o retorno de Heloisa Helena ao Congresso, intensificando disputas internas na Rede Sustentabilidade e reforçando o cenário favorável à saída de Marina. A ministra condiciona sua decisão à clareza sobre compromissos ambientais e à definição das candidaturas, mantendo também conversas com outras legendas, incluindo o PSB.
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