Mãe de cadeirante agredido pelo pai revela histórico de violência e ligação da família com o Piauí
Ex-companheira afirma que já havia alertado sobre o comportamento do suspeito, enquanto Polícia Civil investiga agressão registrada por câmeras em João Pessoa.
Antes tratado apenas como um caso de violência flagrado por câmeras, o episódio do pai que agrediu o próprio filho cadeirante em um condomínio de João Pessoa ganhou novos desdobramentos. A mãe da vítima revelou detalhes sobre o histórico familiar, a ligação da família com o Piauí e afirmou que a agressão não a surpreendeu. Além disso, relembrou a morte da filha, a poetisa Gabriela Silva de Sena, vítima de feminicídio em Parnaíba.
Mãe revela histórico de violência após pai agredir filho cadeirante em João Pessoa
A mãe do jovem cadeirante agredido pelo próprio pai em um condomínio no bairro do Bessa, em João Pessoa (PB), afirmou que a violência registrada por câmeras de segurança era algo esperado. Em vídeo publicado nas redes sociais, Fernanda Rocha disse que o ex-companheiro, possui um histórico de agressões e que ela própria foi vítima de violência durante anos.
Segundo Fernanda, Antônio Luiz morava com a família em Parnaíba, no litoral do Piauí, até sofrer um grave acidente de motocicleta, em março deste ano. O acidente ocorreu na cidade piauiense e o deixou cadeirante. Após receber atendimento médico, ele foi levado para a Paraíba, onde passou a morar com o pai.
Ao comentar as imagens que viralizaram nas redes sociais, Fernanda afirmou que o ex-companheiro sequer percebeu a câmera de segurança antes de agredir o filho com socos. Ela também relatou que sofreu agressões durante o relacionamento, sem informar se chegou a registrar denúncias na polícia.
Família também foi marcada por feminicídio em Parnaíba
Fernanda lembrou ainda outra tragédia vivida pela família. Sua filha, a poetisa Gabriela Silva de Sena, de 26 anos, foi encontrada morta em março de 2025, no bairro Cristo Rei, em Parnaíba.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso mudou de rumo após exames periciais concluírem que Gabriela morreu por estrangulamento. A investigação passou a apontar feminicídio e resultou na prisão temporária do namorado da vítima, Gabriel Lucas de Sousa Pinho, de 21 anos.
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Vídeo mostra pai agredindo filho cadeirante
As agressões ocorreram na madrugada da última quarta-feira (29), logo após pai e filho retornarem de um passeio. As imagens das câmeras de segurança mostram que, ao chegar ao condomínio por volta da 1h, o pai percebeu que havia urina no banco do carro e iniciou uma discussão.
Em seguida, ele passou a desferir socos contra o filho, que permanecia sentado na cadeira de rodas, cena que rapidamente repercutiu nas redes sociais e provocou indignação.
Polícia investiga caso e analisa possível enquadramento por tortura
Após a divulgação das imagens, o genitor se apresentou espontaneamente à Central de Polícia Civil de João Pessoa. Ele prestou depoimento e foi liberado.
A Polícia Civil da Paraíba informou que instaurou um procedimento para investigar o caso. Como o suspeito se apresentou cerca de 11 horas após os fatos e não havia situação de perseguição contínua, os requisitos legais para prisão em flagrante não estavam presentes.
Além da agressão registrada pelas câmeras, os investigadores apuram denúncias de moradores do condomínio sobre episódios anteriores de intimidação e ameaças atribuídos ao suspeito. Também há relatos de que ele costumava andar armado.
Com o avanço das investigações e a coleta de novas provas, a Polícia Civil avalia se o caso poderá ser enquadrado como tortura ou lesão corporal no contexto de violência doméstica.
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