Maduro reage à apreensão de petroleiro pelos EUA
“Vamos ficar com ele”, diz Trump ao anunciar apreensão de petroleiro na costa da Venezuela
Nessa quarta-feira (10) , os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à costa da Venezuela, confirmado pelo presidente Donald Trump. O governo de Nicolás Maduro exigiu o fim da “intervenção ilegal”. A operação envolveu FBI, Pentágono e Departamento de Segurança Interna, sem resistência da tripulação. O navio, identificado como Skipper, usava bandeira falsa e transportava petróleo sob sanções. A ação ocorre em meio ao reforço militar americano no Caribe.
O que aconteceu
O petroleiro apreendido é o Skipper, de bandeira da Guiana, cuja última rota registrada ia do porto de Basra, no Iraque, para Georgetown, na Guiana. Autoridades americanas afirmaram que a embarcação estava transportando petróleo da Venezuela e do Irã, contrariando sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Segundo Trump, a operação ocorreu por uma “ótima razão” e a carga será retida pelos EUA. A tripulação não ofereceu resistência durante a abordagem.
O governo venezuelano respondeu com um comunicado de Maduro, condenando a ação como uma “intervenção brutal e ilegal”. O presidente também afirmou: "A verdadeira razão da agressão prolongada contra Venezuela não é a imigração, não é o narcotráfico, não é a democracia, não são os direitos humanos. Sempre se tratou das nossas riquezas naturais, do nosso petróleo, da nossa energia, dos recursos que pertencem ao povo venezuelano".
O episódio aumenta a tensão na região, em meio ao reforço militar americano no Caribe, incluindo tropas, caças e o porta-aviões USS Gerald Ford. Trump mencionou o presidente colombiano Gustavo Petro, alertando que ele “deveria ficar esperto”, enquanto Petro defende uma anistia geral e um governo de transição na Venezuela. A empresa Vanguard Tech informou que o Skipper integra uma frota clandestina e já havia sido alvo de sanções por transportar petróleo venezuelano.
Apesar da apreensão, o fluxo geral de petróleo da Venezuela não foi interrompido. O episódio evidencia a crescente disputa geopolítica na região e a pressão americana sobre as exportações de petróleo venezuelano.
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