Lula reúne ministros para discutir minerais críticos
Governo debate estratégia para exploração de terras-raras enquanto avança nas negociações comerciais com os Estados Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros nesta sexta-feira (10) para discutir a gestão dos minerais críticos brasileiros, em meio às negociações com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais. O governo também prepara uma política nacional para ampliar a produção e fortalecer o setor mineral até 2050.
O que aconteceu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou, na manhã desta sexta-feira (10), uma reunião com ministros para tratar da gestão dos minerais críticos brasileiros. O encontro ocorre enquanto o governo intensifica as negociações com os Estados Unidos sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
O tema ganha destaque diante do interesse do governo norte-americano em firmar um acordo para exploração de minerais críticos no Brasil. A cooperação nessa área foi discutida por Lula e Donald Trump durante encontro realizado no início de maio, na Casa Branca.
Os minerais críticos, especialmente os elementos de terras-raras, são considerados estratégicos para setores como transição energética, baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e defesa. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil detém cerca de 21 milhões de toneladas dessas reservas, a segunda maior do mundo.
Paralelamente às negociações comerciais, o governo avança na elaboração de uma política nacional para o setor. O plano apresentado ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevê elevar a participação brasileira na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2% até 2050. Também está prevista a publicação do Plano Nacional de Mineração (PNM) 2050, com diretrizes para investimentos, regulação, pesquisa e sustentabilidade, além de um documento complementar com ações para cumprir as metas. Lula defende acordos com os Estados Unidos, mantendo, ao mesmo tempo, a abertura a investimentos de outros países.
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