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Lula peita Trump (de novo): critica “Conselho de Paz” e diz que proposta enfraquece a ONU

O presidente Lula criticou publicamente a proposta de Donald Trump, de criar um “Conselho de Paz” para tratar da reconstrução da Faixa de Gaza


IA Lula peita Trump (de novo): critica “Conselho de Paz” e diz que proposta enfraquece a ONU
Lula e Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um “Conselho de Paz” para tratar da reconstrução da Faixa de Gaza. 

O QUE ACONTECEU 

Em discurso durante um evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Bahia, Lula afirmou que a iniciativa concentra poder nas mãos dos EUA e enfraquece o sistema multilateral.

Segundo o presidente brasileiro, a proposta funciona como uma espécie de “nova ONU” controlada por Trump. Para Lula, o projeto restringe ainda mais o debate internacional ao reduzir o poder de decisão global a um único país. Ele também afirmou que a Carta das Nações Unidas estaria sendo “rasgada” e voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança, com a inclusão de países como Brasil, México e nações africanas.

O Conselho de Paz foi lançado na quarta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em um evento com baixa participação e sem a presença do Brasil. A iniciativa prevê a desmilitarização e a reconstrução de Gaza sob coordenação internacional liderada pelos Estados Unidos.

Até o momento, o governo brasileiro não respondeu oficialmente ao convite para integrar o grupo. Interlocutores da diplomacia afirmam que a decisão ainda não foi tomada, mas indicam pouco entusiasmo, especialmente devido ao papel central assumido por Trump na proposta.

Nos últimos dias, Lula manteve conversas com lideranças internacionais em busca de uma articulação em defesa do multilateralismo. Segundo ele, o objetivo é evitar que as relações internacionais sejam guiadas pela “força da arma” e pela intolerância.

De acordo com Trump, 59 países teriam manifestado interesse em participar do conselho — número superior ao divulgado inicialmente pelo governo norte-americano, que falava em 35. A Palestina não foi convidada, enquanto Israel foi incluído, o que gerou críticas, já que os Estados Unidos não reconhecem o Estado palestino.

Entre os líderes presentes no lançamento estavam o presidente da Argentina, Javier Milei, além de Vladimir Putin, da Rússia, e Benjamin Netanyahu, de Israel, que aceitaram participar. Catar e Egito, mediadores no conflito, também aderiram. Países como Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai e Vietnã confirmaram presença.

O Reino Unido, por sua vez, sinalizou que não deve integrar o conselho neste primeiro momento, demonstrando preocupação com a participação da Rússia.

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