Política

Lula não criou conflito, Trump e Bolsonaro deram um de presente para ele

Trump pressiona o Brasil por Bolsonaro, e Lula reage em discurso patriótico, defendendo soberania


ChatGPT Oficial da OpenAI Lula não criou conflito, Trump e Bolsonaro deram um de presente para ele
Lula não criou conflito, Trump e Bolsonaro deram um de presente para ele

Por Leonardo Sakamoto, jornalista, no Facebook

Inventar um conflito é uma das mais antigas estratégias para um governante com popularidade baixa vencer a reeleição. Lula não precisou criar uma, Donald Trump em conluio com a família Bolsonaro deram uma de presente para ele.

E, na noite dessa quinta (17), em pronunciamento em cadeia de rádio e TV, com trilha sonora triunfante, muito verde e amarelo e tom ufanista, Lula se apresentou como o líder que vai proteger a "pátria soberana" do "atentado à soberania nacional" produzido por Trump junto com os "traidores da pátria". Não citou nominalmente o clã Bolsonaro e aliados, mas nem precisaria.

Apontou que defenderá os empregos e a renda dos brasileiros do tarifaço de 50% aos nossos produtos imposto pelos EUA para pressionar pela interrupção do julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Deixou claro que não permitirá que a Justiça se ajoelhe a interesses estrangeiros.

Mas também que atuará para não permitir que as plataformas digitais norte-americanas desrespeitem a lei brasileira, protegerá o Pix das ameaças impostas pelos EUA e frisou que o desmatamento não pode ser usado para punir o país porque vem sendo combatido.

Afirmou que o ataque de Trump gerou união nacional de empresários, trabalhadores, sociedade civil, políticos. E que estrangeiros não vão impor sua vontade por aqui porque "o Brasil tem um único dono, o povo brasileiro".

Poucas horas antes do pronunciamento, o presidente norte-americano validava tudo o que Lula diria a seguir. A pedido do deputado federal Eduardo Bolsonaro, ele publicou uma carta aberta, em sua rede social, ordenando a interrupção do julgamento de Jair. Ou seja, agindo como se fosse dono do Brasil.

Deixou claro que sua ameaça tarifária tem cunho político, não econômico. E, ao final, disse que estará nos "observando atentamente", como se precisássemos de tutela. Melhor do que isso, só se vestisse um boné com o slogan "Lula 2026".

Se o ministro Sidônio Palmeira, que cuida da comunicação de Lula, não mandar tacos de golfe novos para Donald Trump e latas de leite condensado para Jair Bolsonaro, em agradecimento, será uma tremenda injustiça.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: