Política

"Lula é o maior político em atividade no mundo. Ponto. Deu um nó tático em Trump", diz Kiko Nogueira

Ele ainda criticou a reação da GloboNews ao sucesso da viagem de Lula


Ricardo Stuckerd "Lula é o maior político em atividade no mundo. Ponto. Deu um nó tático em Trump", diz Kiko Nogueira
Donald Trump e Lula

O jornalista Kiko Nogueira avalia que o cenário para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva era amplamente desfavorável antes da viagem aos Estados Unidos. Segundo ele, a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada dos vetos presidenciais ao PL da Dosimetria consolidaram, entre adversários políticos e parte da imprensa, a percepção de um governo acuado e fragilizado.

Para Kiko Nogueira, o ambiente em Brasília era de ofensiva contra o Planalto. Congresso, setores da mídia e integrantes do chamado “sistema político” passaram a operar sob a leitura de que Lula estaria enfraquecido e sem capacidade de reação.

Mas, na análise do jornalista do Diário do Centro do Mundo (DCM), a viagem de Lula a Washington mudou completamente o ambiente político.

Kiko recupera a famosa frase atribuída a Mark Twain — “os boatos sobre a minha morte são muito exagerados” — para resumir o efeito da visita internacional do presidente brasileiro.

Segundo o articulista, o encontro com Donald Trump ultrapassou o peso diplomático e se transformou em uma resposta política interna às narrativas de desgaste do governo.

Na leitura de Kiko Nogueira, Lula assumiu o controle da agenda ao alterar protocolos, antecipar compromissos e conduzir a reunião de forma estratégica. Enquanto figuras importantes do governo americano, como Marco Rubio e Pete Hegseth, ficaram em segundo plano, Lula centralizou a atenção política e midiática.

O jornalista destaca que as imagens de cordialidade entre Lula e Trump tiveram forte impacto simbólico. Após o encontro, o presidente brasileiro afirmou estar “muito satisfeito” e ainda aconselhou Trump a “rir mais”, dizendo que o sorriso “alivia a alma”.

Para Kiko, as fotografias dos dois líderes sorrindo enviaram um recado direto aos adversários do governo no Brasil.

A reunião, inicialmente prevista para durar apenas 45 minutos, acabou se estendendo por cerca de três horas. Os presidentes discutiram temas estratégicos, como minerais críticos, terras raras, tarifas comerciais, combate ao crime organizado e a criação de grupos bilaterais de trabalho para elaboração de propostas conjuntas.

O jornalista também destaca que Lula evitou participar de uma coletiva conjunta ao estilo performático de Trump e preferiu conceder entrevista separadamente, preservando autonomia política e diplomática.

Segundo Kiko Nogueira, a viagem teve um efeito imediato nos bastidores de Brasília: reduziu a pressão sobre o governo e abriu espaço para Lula reorganizar sua estratégia política após semanas de desgaste no Congresso e tensão com setores do STF e do Senado.

O articulista afirma ainda que, enquanto parte da mídia concentrava cobertura nos desdobramentos envolvendo o Banco Master e seus aliados políticos, Lula conseguiu retomar espaço na narrativa pública e reposicionar o governo no centro do debate nacional.

Para finalizar a frase de Kiko: Lula é o maior político em atividade no mundo. Ponto. Deu um nó tático em Trump

Kiko Nogueira critica reação da GloboNews ao sucesso da viagem de Lula

Eu já vi gente inconformada com todo tipo de coisa: morte de cachorro, caxumba, dor de cabeça, frieira, chute de namorada, chuva na hora do futebol, bronca da mãe.

Como a bancada da GloboNews depois do triunfo de Lula na visita a Trump em Washington, nunca.

A apresentador Mônica Waldvogel abre a conversa com a estupefação: “Qual a avaliação que vocês fazem desse encontro que foi tão esperado?”

Entra Maria Cristina: “Bem, Mônica, eu falei com algumas pessoas que participaram e não consegui com nenhuma a explicação de por que o Lula ofereceu essa oportunidade de mão beijada. Ele conseguiu um foto, ele conseguiu amabilidade…”

“E sorrisos”, completa Mônica.

Maria Cristina Fernandes lembra que não estavam presentes Marco Rubio, secretário de Estado, e Pete Hegseth, de Defesa.

Os especialistas em tudo não sabia dizer “por que Trump fez isso”. Joel Pinheiro da Fonseca se inconformou com a situação. Gerson Camarotti viu apenas promessas numa “conversa amigável”. Mônica concedeu uma astúcia. O cientista político Fernando Abrucio era o único que não parecia ter tomado uma surra de gato morto.

A resposta cristalina é uma só: aconteceu o que aconteceu porque Lula é o maior político em atividade no mundo. Ponto. Deu um nó tático em Trump.

Por que o time ganhou? Porque é melhor. Ponto.

O próprio Donald resumiu: ele é dinâmico, esperto e um homem bom. O que mais é preciso? Lula deu um nó tático no americano.

O problema é que o óbvio ululante nunca será enxergado por jornalistas de cativeiro. Se desse errado, eles teriam todas as explicações na manga, vindas de setecentas fontes anônimas.



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