Política

Lula avalia criar Ministério da Segurança Pública em 2026

Proposta busca cumprir promessa de campanha e reagir à queda de avaliação


Reprodução Lula avalia criar Ministério da Segurança Pública em 2026
Lula

O governo Lula avalia criar um Ministério da Segurança Pública em 2026. A medida cumpriria promessa de campanha e enfrentaria área mal avaliada. Auxiliares divergem sobre o momento e a formalização da decisão. Há receio de pouco tempo para resultados antes das eleições. Pesquisas indicam que a violência pesa na popularidade do governo.

O que aconteceu 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) analisa a criação de um Ministério da Segurança Pública a partir de 2026. A iniciativa é vista como uma forma de cumprir um compromisso assumido na campanha de 2022 e responder a uma das áreas com pior avaliação popular na atual gestão, segundo informações do Globo.

Entre os auxiliares do presidente, há divergências sobre o estágio da decisão. Parte do primeiro escalão afirma que Lula já decidiu pela criação da nova pasta, enquanto outro grupo sustenta que ainda não houve uma definição formal. As ponderações contrárias destacam que a estrutura teria pouco tempo para apresentar resultados concretos até a eleição de outubro, além de ampliar a cobrança direta sobre o governo em um tema sensível.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, responsável pela coordenação entre ministérios, defendia cautela internamente. De acordo com aliados, ele teria se convencido de que a decisão será tomada por Lula. A expectativa no entorno do presidente é que a definição final ocorra até janeiro.

Atualmente, a política de segurança pública está sob responsabilidade do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, comandado por Ricardo Lewandowski. O debate ocorre em meio à estagnação da popularidade do governo. Pesquisa Quaest mostrou leve queda na aprovação, de 48% para 47%, e aumento da desaprovação, de 49% para 50%, entre outubro e novembro. O instituto atribui o movimento ao aumento da preocupação com a violência, intensificada após uma operação policial no Rio de Janeiro que deixou 122 mortos, elevando de 30% para 38% o percentual de brasileiros que apontam a violência como principal preocupação.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: