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Leila Pereira: a voz que se levanta contra o poderio flamenguista

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, tornou público o descontentamento e admitiu a possibilidade de deixar a Libra


Reprodução Leila Pereira: a voz que se levanta contra o poderio flamenguista
Leila Pereira e BAP

O acordo recente da Libra que garante ao Flamengo um aumento de cerca de R$ 30 milhões anuais no contrato de direitos de transmissão com a Grupo Globo acirrou tensões nos bastidores do futebol brasileiro. A medida não agradou ao Palmeiras, que assinou o compromisso de forma contrária ao próprio posicionamento, segundo apuração da ESPN.

Flamengo ganha mais e Palmeiras reage: bastidores do acordo da Libra

O novo arranjo pode render ao clube carioca aproximadamente R$ 140 milhões extras até 2029, o que gerou forte desconforto entre dirigentes palmeirenses. Ainda assim, o Verdão optou por não escalar o conflito neste momento, priorizando a liberação de valores pendentes que vinham sendo bloqueados desde o impasse entre o Flamengo e a Libra.

Internamente, a avaliação é de que diversos clubes dependem diretamente das receitas de TV para manter compromissos financeiros. Um novo entrave poderia aprofundar a crise e comprometer avanços recentes nas negociações.

“Guerra” nos bastidores e bloqueio milionário

O conflito remonta a 2025, quando o Flamengo acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e conseguiu o bloqueio de cerca de R$ 77 milhões destinados aos demais clubes da Libra. O montante envolvia receitas de TV aberta, fechada e pay-per-view, desencadeando uma disputa interna no bloco.

A reaproximação começou em março deste ano, em reuniões entre os clubes, seguida por arbitragem que resultou no acordo atual de redistribuição de receitas.

Pressão do Flamengo e críticas ao contrato original

Nos bastidores, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, vinha criticando duramente o contrato original com a Globo. A avaliação do dirigente é que o acordo foi mal negociado e não refletia o real valor de mercado dos clubes, especialmente daqueles com maior audiência.

A estratégia incluiu pressão política dentro da Libra e a sinalização de possível saída do bloco, o que ajudou a garantir apoio para a revisão dos valores.

Leila Pereira ameaça saída do Palmeiras da Libra

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, tornou público o descontentamento e admitiu a possibilidade de deixar a Libra. Segundo ela, o bloco perdeu sua essência e já não representa os interesses coletivos.

Em declarações recentes, Leila criticou a falta de união entre os clubes e afirmou que a futura liga nacional dependerá da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para se consolidar. A dirigente também ironizou o comportamento de clubes que se consideram “o Real Madrid das Américas”.

Apesar da insatisfação, o Palmeiras assinou o acordo sob o argumento de evitar prejuízos maiores aos demais clubes.

Futuro incerto: liga única e disputa entre blocos

Enquanto tenta resolver conflitos internos, a Libra também avança em negociações com a Futebol Forte União (FFU) e a CBF para a criação de uma liga unificada no futebol brasileiro. O movimento é visto como estratégico, mas ainda enfrenta resistências e divergências sobre divisão de receitas.

O cenário atual revela uma disputa silenciosa — uma “guerra fria” — entre os principais clubes do país, com interesses econômicos cada vez mais explícitos e um modelo de liga ainda distante do consenso.

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