Educação

Jovem é aprovado em medicina em 1º lugar, mas decide cursar música na USP

Primeiro lugar na UFSCar é recusado para seguir piano na USP


Reprodução Jovem é aprovado em medicina em 1º lugar, mas decide cursar música na USP
Aprovado em medicina em 1º lugar, jovem opta por música na USP

Aos 18 anos, Paulo Arnaldo recusou a vaga em medicina na UFSCar, conquistada em primeiro lugar, para cursar música com habilitação em piano na USP. A aprovação em medicina foi circunstancial; a escolha pela música reflete um projeto antigo, apoiado pela família e consolidado por anos de dedicação. Com informações da Folha de S.Paulo.

O que aconteceu

Paulo Arnaldo, de São José do Rio Preto (SP), tomou uma decisão incomum no vestibular brasileiro ao abrir mão do curso de medicina da Universidade Federal de São Carlos, mesmo liderando a classificação geral. O estudante optou pelo bacharelado em música, com habilitação em piano, na Universidade de São Paulo, trajetória que sempre esteve no centro de seus planos acadêmicos.

A aprovação em medicina ocorreu de forma circunstancial. O resultado da Fuvest saiu no último dia do Sisu e, já aprovado em música, Paulo decidiu usar a nota do Enem para testar seu desempenho na seleção para medicina. Apesar do primeiro lugar, ele afirma que o curso nunca foi considerado uma alternativa real à carreira musical.

Criado em um ambiente familiar ligado à música, Paulo teve contato precoce com instrumentos. Iniciou no violino aos três anos, passou pelo saxofone e encontrou no piano o instrumento com o qual mais se identificou. O interesse se intensificou em 2020, durante a pandemia, pela autonomia do repertório solo. Desde então, passou a estudar de quatro a sete horas diárias, conciliando prática e escola.

Aluno do Colégio Agostiniano São José, sempre teve alto desempenho acadêmico e acumulou medalhas em olimpíadas científicas. Com apoio dos pais, participou de aulas, recitais e concursos no Brasil e no exterior, incluindo masterclasses em Varsóvia, na Polônia. Também foi aprovado na Unesp, mas escolheu a USP pela proposta pedagógica. Para o futuro, planeja conciliar a atuação como pianista com a docência e se especializar fora do país.

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