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José Boto detalha negociações do Flamengo por Thiago Almada

Diretor do Flamengo esclarece conversas e postura econômica nas negociações.

  • terça-feira, 4 de agosto de 2026
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O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, falou pela primeira vez publicamente após retornar da Argentina, abordando diretamente as negociações para a contratação do meia Thiago Almada. Durante entrevista no desembarque no Aeroporto Internacional do Galeão, na madrugada desta terça-feira, Boto confirmou que manteve discussões sobre o possível reforço, mas ressaltou que o clube rubro-negro não pretende participar de 'leilões' em torno do jogador.

Foco na transparência financeira

Boto enfatizou que a viagem à Argentina não teve como objetivo convencer Almada a integrar o Flamengo, uma vez que o jogador já conhece a estrutura e a dimensão do clube após sua atuação no futebol brasileiro. 'O motivo da minha ida à Argentina não foi convencer o Almada, porque isso seria estúpido da parte do Almada se eu tivesse que ir para convencê-lo. Ele jogou aqui seis meses e sabe da grandeza do Flamengo', explicou Boto.

Segundo o dirigente, a principal mensagem levada ao estafe de Almada foi sobre os limites financeiros estabelecidos pela diretoria. 'Aquilo que eu fui lá dizer é que nós não entraríamos em leilões. Aquilo que já tínhamos combinado é aquilo que vai ser, se ele quiser vir para o Flamengo', afirmou.

Desafios do mercado e das negociações

José Boto destacou que, embora o Flamengo mantenha o interesse em Thiago Almada, a conclusão positiva da negociação depende de uma série de fatores externos, incluindo as condições do mercado e a política financeira do clube. 'Pode vir o Almada, pode vir outro, pode não vir ninguém. Mas, se vier algum jogador, vai ser nas condições que o Flamengo quer, e não em leilões', destacou.

O dirigente aproveitou para desabafar sobre as dificuldades inerentes a negociações de alto valor, superiores a 20 milhões de euros, mencionando que poucos clubes brasileiros têm capacidade para realizar operações dessa magnitude. Além do valor de transferência, fatores como prazo de pagamento e carga tributária são obstáculos adicionais. 'Uma coisa é pagar 20 milhões em um ano. Outra é pagar em dois, três ou cinco. Isso faz toda a diferença numa negociação', completou, citando também que os impostos tornam o valor final ainda mais elevado.

Alternativas no horizonte

A possível contratação de Thiago Almada não é a única carta na manga do Flamengo. Caso não haja um avanço concreto, o nome de Luiz Henrique surge entre as expectativas do mercado. Boto assegurou que o clube não está fixado em um único alvo, mas sim avaliando várias opções. 'O Flamengo não se fixa só num jogador. Joga, às vezes, em vários tabuleiros', garantiu.

Boto frisou ainda que as negociações de grande porte exigem paciência e equilíbrio, de modo a não se pagar valores irrazoáveis. Contudo, ele também foi claro ao afirmar que o Flamengo não pretende postergar indefinidamente as conversas. 'Não vamos esperar eternamente. Contratações deste nível exigem paciência para não se pagar mais do que se deve. Mas também não vamos esperar para sempre', afirmou, pedindo compreensão à torcida.

O diretor defendeu uma postura responsável nas negociações, afirmando que o Flamengo deve preservar sua saúde financeira em vez de ceder à pressão por grandes contratações. 'Nós não podemos querer jogadores no auge da carreira e pagar como se fossem promessas. Comer lagosta a preço de sardinha não existe', concluiu Boto.

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