Irâ confirma o assassinato do líder supremo aiatolá Ali Khamenei
Khamenei sucedeu Ruhollah Khomeini após a Revolução Islâmica de 1979 e ocupava o posto de líder supremo desde 1989
O governo do Irã confirmou, na madrugada deste domingo (1º), no horário local, a morte do aiatolá Ali Khamenei, de uma filha, do genro e de um neto em bombardeios recentes. As autoridades limitaram-se a informar que o líder foi “martirizado”, sem detalhar as circunstâncias do ataque. Na emissora estatal PressTV, a apresentadora Maryam Azarchehr anunciou a notícia aos prantos e afirmou que haverá retaliação, comparando Khamenei ao imã Ali, figura central do xiismo.
Teerã decretou 40 dias de luto oficial e uma semana de feriados. Em nota, a Guarda Revolucionária exaltou o líder religioso, equiparando-o ao imã Ali e destacando sua trajetória política e espiritual. Khamenei sucedeu Ruhollah Khomeini após a Revolução Islâmica de 1979 e ocupava o posto de líder supremo desde 1989. Antes disso, presidiu o país entre 1981 e 1989, período marcado pela guerra contra o Iraque de Saddam Hussein.
Segundo a Crescente Vermelha, ao menos 201 iranianos morreram nas primeiras 24 horas de ataques atribuídos a Estados Unidos, Reino Unido e Israel contra centenas de alvos estratégicos. Um bombardeio a uma escola feminina em Minab, próximo ao estreito de Ormuz, deixou mais de uma centena de mortos, entre eles dezenas de estudantes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as operações continuarão até que haja mudança no regime instaurado em 1979. Analistas, porém, avaliam que a morte de Khamenei não implica, necessariamente, o colapso imediato da estrutura de poder iraniana.
Reportagem do The New York Times indicou que, durante a chamada Guerra dos Doze Dias, no ano passado, Khamenei teria listado possíveis sucessores. Entre os nomes apontados pela imprensa israelense está Ali Larijani, atual secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e integrante de uma influente família clerical.
A decisão final sobre a sucessão cabe ao Conselho de Guardiões, composto por altas autoridades religiosas, muitas indicadas pelo próprio Khamenei. No curto prazo, a morte do líder tende a fortalecer a ala mais rígida do regime, sob influência da Guarda Revolucionária, e provoca forte comoção entre comunidades xiitas ao redor do mundo.
Em resposta inicial, Teerã lançou ataques contra bases norte-americanas na região e utilizou drones para atingir aeroportos internacionais no Barein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, ampliando a tensão no Golfo. No Barein, país de maioria xiita, foram registrados atos públicos de apoio ao Irã após ofensivas que também atingiram áreas residenciais na capital, Manama.
Deixe sua opinião: