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Infantino Ganha Apoio na Fifa Sob Pressão da UEFA

Reunião em Rabat fortalece presidente da Fifa em meio a desafios.

  • sexta-feira, 7 de agosto de 2026
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, encontrou um respiro após intensas críticas, graças a uma reunião decisiva realizada na última quarta-feira (5) em Rabat, Marrocos. O encontro, que contou com a presença de várias associações nacionais e confederações continentais, resultou em um apoio público significativo para o dirigente, abalado pelas pressões da UEFA.

Apoio da CAF e Associações Nacionais

A Confederação Africana de Futebol (CAF), representando 54 associações de futebol, surgiu como um forte pilar de apoio para Infantino. Em um comunicado oficial, a CAF expressou seu apoio unânime ao líder da Fifa e destacou os benefícios trazidos ao futebol africano sob sua administração. "O Comitê Executivo da CAF reafirmou por unanimidade seu apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino", afirmou a entidade.

Além desse suporte, federações nacionais como as do México, Argentina, Paraguai e Catar também manifestaram solidariedade a Infantino. Essas nações, marcadas pelo acolhimento de edições passadas e futuras das Copas do Mundo, veem no atual presidente uma figura de estabilidade e progresso no cenário futebolístico global.

Desafios Vindos da UEFA

Enquanto Infantino colhe apoio em alguns setores, a resistência da UEFA se intensifica. A organização europeia sustenta sua promessa de boicotar competições da Fifa, pedindo uma investigação sobre o projeto de Infantino de comercializar 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo. A credibilidade do presidente foi publicamente questionada, culminando na exigência de sua renúncia pela presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness. Ela afirmou que Infantino "não tem a confiança institucional necessária" para guiar a Fifa em tempos instáveis.

Futuro da Liderança na Fifa

No cargo há dez anos, Gianni Infantino enfrentou uma mudança inesperada em sua jornada de reeleição. Até recentemente, era dado como certo que ele concorreria sem adversários. No entanto, esse cenário evoluiu para uma complexa disputa interna, que poderá culminar com uma eleição acirrada em março de 2027. Os potenciais adversários no pleito têm até 18 de novembro para formalizar suas candidaturas.

Em um contexto de incerteza e disputa política, a liderança de Infantino sobre a Fifa está mais uma vez no foco das atenções globais, com implicações significativas para o futuro do futebol mundial.

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