Hugo Motta não vai ao ato do 8 de janeiro
Presidente da Câmara não participa de ato e debate sobre veto amplia cautela no Congresso
O presidente da Câmara, Hugo Motta, não comparecerá à cerimônia que marca três anos dos ataques de 8 de janeiro. A ausência ocorre em meio à expectativa de veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz penas dos envolvidos, aumentando tensões entre Executivo e Legislativo.
O que aconteceu
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, não estará presente no ato organizado pelo governo federal para lembrar os três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A cerimônia deve ocorrer em um contexto político sensível, marcado pela expectativa de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, que diminui as penas aplicadas aos envolvidos nos atos golpistas.
A ausência de Motta foi confirmada por sua assessoria, que informou que o parlamentar cumpre compromissos fora de Brasília e está em período de férias parlamentares. Segundo aliados, ele já havia avisado previamente ao governo que não participaria do evento. No ano passado, Motta também não esteve presente na homenagem oficial promovida pelo Executivo.
Neste ano, o cenário é considerado ainda mais delicado devido ao debate sobre a dosimetria das penas. No Palácio do Planalto, a chance de veto é vista como elevada, o que reacendeu atritos com o Congresso, especialmente na Câmara, onde o texto recebeu amplo apoio. Parlamentares avaliam que a discussão afetou o ambiente político em torno do 8 de Janeiro, transformando a solenidade em um novo teste da relação entre os Poderes.
Líderes partidários interpretam a ausência do presidente da Câmara como um gesto de cautela institucional. A avaliação é que Motta evitou se associar ao simbolismo do ato sem adotar confronto direto com o governo. Parte do Congresso prefere reduzir a exposição em um evento que pode ganhar contornos de disputa política caso o veto seja confirmado.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre ainda não confirmou presença, reforçando a percepção de prudência do Legislativo. Enquanto isso, o Planalto sustenta o caráter institucional da cerimônia e avalia adiar a decisão sobre o veto para preservar o significado simbólico do 8 de Janeiro.
Deixe sua opinião: