Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA gera preocupação no setor empresarial
Empresariado teme impacto político em negociação comercial que pode elevar tarifas sobre exportações brasileiras
Empresários brasileiros acompanham com preocupação a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência nos Estados Unidos sobre a investigação das práticas comerciais do Brasil. O processo pode resultar na aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, enquanto o setor teme que o embate político prejudique as negociações.
O que aconteceu
A audiência ocorre nesta segunda-feira (6/7), nos Estados Unidos, reunindo representantes do governo norte-americano, integrantes do setor produtivo brasileiro e o senador Flávio Bolsonaro, que participa como testemunha na investigação sobre práticas comerciais do Brasil.
Segundo apuração da coluna, empresários identificaram, nos últimos dias, maior resistência das autoridades americanas durante as negociações. Nos bastidores, cresce a preocupação de que a disputa política interfira nas discussões técnicas e dificulte um desfecho favorável ao Brasil.
Outro ponto de atenção é o documento enviado por Flávio Bolsonaro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada. Integrantes da indústria avaliam que a proposta pode enfraquecer a posição brasileira nas negociações envolvendo etanol e açúcar. No texto, o senador defende a adoção de um acordo de reciprocidade total, conhecido como modelo "zero a zero", para as tarifas de importação desses produtos entre Brasil e Estados Unidos.
A audiência reúne representantes de diversos segmentos da economia brasileira, como arroz, agropecuária, café, mel, propriedade intelectual, etanol de milho e bioenergia. Também participam representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), além de entidades ligadas aos setores de calçados, cerâmica, mineração, engenharia e bioenergia.
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