Política

Erika Hilton rebate críticas sobre radicalidade no Roda Viva

Deputada defende firmeza contra ataques e rejeita moderação diante de violência


Reprodução Erika Hilton rebate críticas sobre radicalidade no Roda Viva
Erika Hilton rebate críticas sobre radicalidade no Roda Viva

Três jornalistas do Roda Viva questionaram Erika Hilton sobre suposta radicalidade e se sua atuação fortalece a direita, conduzindo cerca de 20 minutos da entrevista nesse eixo. A deputada reagiu defendendo respostas firmes diante de ataques a grupos historicamente oprimidos.

O que aconteceu

Durante entrevista no programa Roda Viva, as jornalistas Anna Virginia Balloussier, Clarissa Oliveira e Fabio Turci concentraram a abordagem inicial em questionamentos sobre a postura de Erika Hilton. As perguntas sugeriam que sua atuação, marcada por posicionamentos contundentes enquanto mulher transexual, poderia ser excessivamente radical e até favorecer setores da direita.

Esse direcionamento dominou aproximadamente os primeiros 20 minutos da conversa, configurando um tom crítico em torno da ideia de “radicalidade”. Apesar disso, a deputada respondeu de forma enfática, apresentando um contraponto que busca dialogar com setores da esquerda que criticam o foco em pautas identitárias.

Hilton argumentou que não é possível enfrentar agressões contra mulheres, pessoas LGBTQIA+ e negras com moderação ou cordialidade. Para sustentar sua posição, evocou uma reflexão atribuída a Malcolm X, destacando a necessidade de não confundir a reação dos oprimidos com a violência dos opressores.

Segundo ela, reações mais duras podem ser proporcionais e necessárias diante de um contexto de ataques, ódio e negação de identidade. A deputada ressaltou que não se pode esperar respostas suaves de quem sofre violência constante, comparando essa expectativa à exigência de calma de alguém que está sendo agredido.

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