Entenda por que Suzane von Richthofen gargalhou ao falar do assassinato dos pais
Ela aceita revisitar, em um documentário inédito, o assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen
Imagens iniciais de um documentário que traz entrevista de Suzane von Richthofen passaram a circular antes da estreia e chamaram atenção pela reação da condenada ao relembrar o passado. A produção, ainda sem data de lançamento, inclui trechos em que ela aparece rindo durante relatos sobre o período anterior ao assassinato dos pais, ocorrido em 2002.
A risada ocorre quando Suzane descreve a fase em que se relacionava com Daniel Cravinhos, período que ela define como diferente da rotina familiar. “Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse. Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock ’n’ roll”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Aquele mês mudou tudo na nossa vida”, trecho em que aparece rindo.
Ao longo do depoimento, ela também comenta a relação familiar e o contexto anterior ao crime. “Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles”, disse. Em outro momento, afirmou: “Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa” e “A culpa é minha. Claro que é minha”.
Sorridente, Suzane von Richthofen revisita assassinato dos pais e faz forte desabafo
Suzane von Richthofen voltou ao centro de um dos crimes mais marcantes do país ao aceitar revisitar, em um documentário inédito, o assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen. Com informações do Globo.
Condenada a 39 anos de prisão e hoje em regime aberto, ela aparece na obra reconstruindo o passado sob sua própria versão, em um relato que mistura lembranças da infância, conflitos familiares, a relação com Daniel Cravinhos e tentativas de se distanciar da execução do duplo homicídio. O material, que tem o título provisório de “Suzane vai falar”, foi exibido apenas em uma pré-estreia restrita da Netflix e ainda não tem data oficial de lançamento.
No documentário, Suzane descreve a casa onde viveu como um ambiente frio, sem afeto e marcado por cobranças. “Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão”, sustentou Suzane.
Em outro momento, ela afirma: “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”.
Ao reconstruir a rotina da família, ela diz ainda que “o relacionamento dos meus pais era muito ruim” e relata uma cena de violência que diz ter presenciado quando era criança: “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”.
A condenada também afirma que cresceu em um ambiente sem diálogo e que, ao lado do irmão Andreas, criou uma espécie de refúgio emocional longe dos pais. “Eu nunca conversei sobre sexo com a minha mãe. Nenhuma vez. Zero”, contou. “Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa”, narrou Suzane.
Segundo ela, a “família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós” e “esse espaço vazio foi ocupado pelo Daniel”. A partir daí, ela constrói a narrativa de que o namoro com Daniel Cravinhos passou a ocupar o centro de sua vida, enquanto os conflitos dentro de casa se agravavam. “Ela falava que ele ia me puxar para o fundo do poço”, afirmou, ao se referir à mãe.
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