Meio Ambiente

El Niño já se formou e deve ganhar força, alerta ONU

OMM prevê fortalecimento rápido do fenômeno, com impactos no clima global e efeitos distintos entre as regiões brasileiras


Arte/g1 El Niño já se formou e deve ganhar força, alerta ONU
Os efeitos do fenômeno El Niño

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que o El Niño já está formado no Oceano Pacífico e deve se intensificar rapidamente entre julho e setembro, com pico previsto entre novembro e fevereiro. O fenômeno aumenta o risco de ondas de calor, secas, chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos em diversas partes do mundo.

O que aconteceu

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU responsável pelo monitoramento do clima, informou que o El Niño já está em curso no Oceano Pacífico e deve evoluir rapidamente para um episódio forte nos próximos meses. Segundo a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, a intensificação do fenômeno deve ocorrer entre julho e setembro, com pico esperado entre novembro e fevereiro.

Os principais centros meteorológicos identificaram um aquecimento expressivo das águas do Pacífico Equatorial, principalmente nas regiões central e leste, onde a temperatura da superfície do mar pode superar em mais de 2°C a média histórica. A OMM destaca que os modelos climáticos apresentam resultados consistentes, aumentando a confiança na previsão. Ainda assim, a intensidade final dependerá da evolução conjunta entre o aquecimento do oceano e a resposta da atmosfera.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico próximo à linha do Equador e faz parte de um ciclo climático natural que alterna fases quentes, frias (La Niña) e neutras, influenciando os padrões de chuva e temperatura.

No Brasil, os efeitos variam conforme a região. O Sul costuma registrar aumento das chuvas e maior risco de eventos extremos, enquanto áreas do Norte e parte do Nordeste tendem a enfrentar redução das precipitações. Já o Sudeste e o Centro-Oeste normalmente apresentam chuvas mais irregulares e maior frequência de ondas de calor. Cientistas alertam que, com os oceanos mais aquecidos, até episódios moderados podem provocar impactos mais intensos, incluindo calor prolongado, maior risco de queimadas e prejuízos à agricultura.

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