Política

Eduardo Bolsonaro cruza a linha: convoca os EUA a atacar o Brasil

Eduardo Bolsonaro defende ação militar dos EUA contra o Brasil e admite articulação de tarifas para evitar prisão


IA e reprodução Eduardo Bolsonaro cruza a linha: convoca os EUA a atacar o Brasil
Eduardo Bolsonaro sugeriu um porta-aviões dos EUA em Brasilia

Em mais uma demonstração de alinhamento absoluto com interesses estrangeiros e desprezo pela soberania nacional, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu, nesta quinta-feira (17), que os Estados Unidos realizem uma intervenção militar no Brasil. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o parlamentar também admite ter atuado diretamente para que o governo norte-americano impusesse tarifas contra produtos brasileiros.

O vídeo surge em meio à escalada de tensão entre o Brasil e os EUA, deflagrada após o anúncio, por parte do presidente Donald Trump, de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A medida é amplamente vista como uma tentativa de intimidação ao governo Lula e ao sistema judiciário brasileiro diante da iminente condenação e possível prisão de Jair Bolsonaro, pai de Eduardo.

Mesmo diante dos prejuízos econômicos evidentes para o país, Eduardo não apenas celebrou as tarifas como revelou que participou de reuniões com autoridades da Casa Branca para discutir sanções ainda mais severas contra o Brasil. “Vocês acham que eu não sei que a tarifa do Trump acaba machucando o Brasil? Vocês acham que é o ideal, o que eu gostaria de fazer? Qual a outra opção que a gente tem? Voltar para o Brasil e ser preso?”, declarou o parlamentar, confirmando que articula punições econômicas ao próprio país para tentar evitar sua prisão.

O trecho mais alarmante do vídeo, no entanto, ocorre quando o deputado defende que a reação dos EUA ao Brasil vá além do campo econômico. Ao ironizar a criação de um comitê liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin para tentar resolver a crise tarifária por meio do diálogo, Eduardo sugere que apenas uma ação bélica seria eficaz. Apesar de fazer referência sarcástica à impossibilidade de um porta-aviões aportar no Lago Paranoá, em Brasília, sua fala é lida como um endosso velado — mas inequívoco — à ideia de uma intervenção militar estrangeira no Brasil.

A declaração gerou reação imediata de parlamentares e especialistas em relações internacionais, que classificaram a fala como criminosa e antinacional. Enquanto isso, o governo Lula reforça sua posição de defesa da soberania brasileira e já anunciou que responderá às tarifas com base na Lei da Reciprocidade.

Eduardo Bolsonaro, que vive atualmente nos Estados Unidos, segue atuando nos bastidores para interferir nas decisões da política externa norte-americana, em favor de seu pai e contra os interesses do próprio país.

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