Eduardo Bolsonaro ameaça Motta e Alcolumbre. Sóstenes é a ponte!
Pressão de bolsonaristas mira parlamentares e presidentes do Congresso em meio a negociações sobre foro privilegiado e impeachment de ministro.
Atuando dos Estados Unidos, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista bolsonarista Paulo Figueiredo passaram a direcionar críticas e ameaças a líderes do Centrão. Segundo o jornal Correio da Manhã, os dois chegaram a cogitar pedir a cassação do visto americano do deputado Antônio Brito (PSD-BA), líder do PSD na Câmara.
A ofensiva, conforme relatou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), foi tema de uma conversa telefônica entre ele e Figueiredo, que perguntou se deveria agir contra Brito. O motivo seria uma suposta quebra de acordo para pautar o fim do foro privilegiado em casos de crimes comuns.
De acordo com bolsonaristas, Brito teria participado das negociações, mas não teria honrado o compromisso. O deputado, por sua vez, nega qualquer acordo com esse grupo e afirma que a articulação teve apoio apenas de União Brasil, PP, Novo e PL.
Sóstenes disse ter desaconselhado qualquer ataque contra Brito. “Se Eduardo e Paulo fizerem algo, vão atrapalhar minhas negociações aqui no Congresso”, afirmou. Uma nova reunião de líderes da Câmara está marcada para esta quinta-feira (14) para discutir a pauta da próxima semana.
Mira em Motta e Alcolumbre
Ainda segundo Cavalcante, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo estão acompanhando de perto as discussões no Congresso sobre o fim do foro privilegiado e o projeto de anistia para investigados pela tentativa de golpe de Estado.
Além de Brito, a pressão também recai sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que comandam a definição das pautas.
Os bolsonaristas exigem que Alcolumbre coloque em votação o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, que já conta com assinaturas da maioria dos senadores. No entanto, Alcolumbre declarou que não pretende pautar o processo. Hugo Motta também tem sido cobrado a avançar com o fim do foro privilegiado, mas afirma que o momento político não é favorável.
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