Política

Eduardo Bolsonaro acusa jornalista do Intercept e aciona polícia nos EUA

Influenciadora Heloísa Bolsonaro disse ter acionado a polícia após jornalista do Intercept tocar a campainha de sua casa no Texas


Jovem Pan Eduardo Bolsonaro acusa jornalista do Intercept e aciona polícia nos EUA
Eduardo Bolsonaro

Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo Bolsonaro, afirmou ter ficado desesperada após um repórter do The Intercept Brasil tocar a campainha da casa da família no Texas. Segundo ela, o jornalista apenas se identificou e confirmou o endereço, mas o episódio levou ao acionamento da polícia, reforço no patrulhamento e acusações sem provas contra o profissional.

O que aconteceu

A influenciadora Heloísa Bolsonaro relatou nas redes sociais um episódio envolvendo um repórter do site The Intercept Brasil na residência da família, no Texas, Estados Unidos. Segundo ela, o jornalista tocou a campainha da casa, falou em inglês, identificou-se como integrante do veículo e disse que queria apenas confirmar que ela morava ali com a família.

De acordo com Heloísa, ela fechou a porta após a breve conversa. Em seguida, o repórter teria permanecido no carro usando o celular e depois circulado pelo bairro, conversando com vizinhos e tocando campainhas em busca de informações — prática descrita pela influenciadora como motivo de temor.

Nas redes sociais, Heloísa afirmou ter ficado “tremendo” diante da situação e classificou o caso como uma ameaça à segurança da família. Em uma publicação, comparou o jornalista a um “parceiro do PCC”, embora não tenha apresentado qualquer prova para sustentar a acusação.

Ela também declarou que acionou a polícia americana, que teria enviado viaturas para reforçar a vigilância na residência e monitorar possíveis retornos do repórter à região. Segundo a influenciadora, o principal receio da família seria a exposição do endereço residencial e a vulnerabilidade da segurança pessoal.

Heloísa ainda relacionou o episódio à atuação política do marido, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e do senador Flávio Bolsonaro. Segundo ela, ambos seriam alvos por defenderem posições duras no combate ao crime organizado.

Pouco depois, Eduardo Bolsonaro comentou o caso nas redes sociais e em entrevista à Jovem Pan. Ele afirmou que voltou rapidamente para casa após receber uma ligação da esposa, que estaria abalada com a situação.

O ex-deputado declarou que visitas inesperadas são vistas com desconfiança no estado americano onde vive e citou possíveis crimes previstos na legislação local, como stalking, invasão de propriedade e perturbação de privacidade. No entanto, o próprio relato da família indica que o jornalista apenas tocou a campainha, identificou-se e deixou o local.

Eduardo também mencionou que moradores da região costumam possuir armas em casa, comentário interpretado por usuários das redes sociais como uma tentativa de intimidação.

Segundo ele, a polícia registrou a ocorrência, recebeu fotos do jornalista e orientou a família a entrar em contato com as autoridades caso o repórter volte ao endereço.

O episódio ocorre em meio à repercussão sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro patrocinada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

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