É CARNAVAL! Reserve um momento para sua própria “loucura”
O Carnaval é mais que tradição: é um lembrete anual de que viver também é celebrar
Quando Pepe Mujica diz que a vida não é só trabalho e que cada um precisa guardar um capítulo para a própria loucura, ele parece estar descrevendo o Carnaval sem citar o nome da festa. Porque o Carnaval é justamente isso: um parêntese colorido no meio do texto apressado da rotina.
É quando a cidade troca o cinza pelo brilho, quando a fantasia vira segunda pele e a música faz o coração bater fora do compasso habitual. Por alguns dias, as pessoas decidem gastar o tempo — esse bem que não volta — com aquilo que faz os olhos brilharem. Dançar até cansar. Cantar até perder a voz. Rir com desconhecidos como se fossem velhos amigos.
Há algo profundamente sério nessa aparente “loucura”. É o lembrete de que viver não é apenas cumprir tarefas, mas sentir. O relógio continua correndo, mas no Carnaval ele parece dançar junto. E talvez liberdade seja isso: escolher, mesmo que por instantes, gastar a própria vida com o que dá sentido a ela.
No fim, quando a quarta-feira chega, ficam o cansaço, o glitter espalhado e a memória de ter vivido — não apenas passado — mais um pedaço do tempo que não se repõe.
O Carnaval é mais que tradição: é um lembrete anual de que viver também é celebrar.
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