Donald Trump deve anunciar "morte financeira" de Alexandre de Moraes ainda hoje
Trump ameaça impor sanções financeiras a Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, deu novos sinais de que pretende intensificar a ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Fontes ligadas ao republicano indicam que, ainda nesta sexta-feira (25), pode ser anunciado o enquadramento do magistrado brasileiro na Lei Magnitsky — uma medida que, se confirmada, implicaria em sanções financeiras severas e o bloqueio de bens no exterior, além da exclusão do sistema financeiro internacional.
A investida, classificada por aliados de Trump e por setores bolsonaristas como uma "morte financeira", ocorre após os Estados Unidos revogarem os vistos de entrada de Moraes e de outros ministros da Corte brasileira. Agora, a inclusão do nome do ministro na lista de sanções da Global Magnitsky Human Rights Accountability Act tornaria o Brasil o novo alvo de um instrumento jurídico utilizado por Washington contra autoridades acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos — sem a necessidade de processo judicial prévio.
A articulação política que embasa a ofensiva parte de nomes ligados à extrema direita brasileira nos Estados Unidos, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo, neto do último general-presidente da ditadura militar brasileira. Ambos vêm atuando junto ao governo Trump para pressionar por retaliações ao Supremo Tribunal Federal, numa tentativa de intimidar o Judiciário brasileiro e evitar a responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Caso efetivadas, as sanções resultariam no congelamento de eventuais ativos financeiros de Moraes nos Estados Unidos, bloqueio de contas bancárias e cartões de crédito internacionais, além de restrições no uso de plataformas digitais com sede nos EUA, como Google, Apple, Meta e serviços de hospedagem em nuvem. Mesmo sem patrimônio declarado no país, o ministro poderia sofrer impactos indiretos em razão de relações financeiras com bancos brasileiros que mantêm operações com instituições norte-americanas, como o Banco do Brasil.
As consequências podem ainda se estender a familiares e empresas associadas, repetindo o efeito dominó já registrado contra oligarcas russos, empresários chineses e autoridades de regimes como os da Venezuela, Belarus e Irã — países anteriormente atingidos pela mesma legislação.
O governo brasileiro, por sua vez, poderá recorrer a canais diplomáticos e organismos multilaterais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas (ONU), para denunciar a ingerência dos EUA em assuntos internos do país e eventuais violações da soberania nacional. Moraes também poderia apelar diretamente ao Departamento de Estado norte-americano ou judicializar o caso nos EUA — ainda que especialistas considerem as chances de reversão mínimas.
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