“Direita bolsonarista amarelou”, diz Merlong sobre desocupação do plenário da Câmara
Deputados bolsonaristas desocuparam a Câmara após ameaça de suspensão; protestavam por anistia, impeachment de Moraes e fim do foro privilegiado.
Após obstruírem o plenário da Câmara dos Deputados por dois dias em protesto pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deputados bolsonaristas voltaram atrás e liberaram o plenário da Casa na noite dessa quarta-feira (07). O deputado federal Merlong Solano (PT), que estava no local no momento em que os bolsonaristas liberaram a Mesa Diretora, informou que bastou que o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos/PB), lembrar que poderia aplicar as regras do Regimento Interno e suspender os mandatos dos deputados por até seis meses que eles aceitaram desocupar a Mesa Diretora sem maiores protestos.
Os bolsonaristas ocuparam o plenário da Câmara e do Senado cobrando que seja incluída na pauta de votação das Casas a anistia ampla e irrestrita aos acusados pelos ataques do 8 de janeiro em 2023, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a proposta de emenda à Constituição que extingue o foro privilegiado. “A direita amarelou, a extrema-direita bolsonarista amarelou diante do perigo de uma simples suspensão dos mandatos e saíram do movimento sem conquistar nenhum dos seus objetivos. Nem a anistia foi pautada, nem o impeachment do ministro supremo Alexandre de Moraes e nem o relaxamento da prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro. Portanto, a democracia venceu mais uma vez e assim seguirá”, destacou Merlong.
Para o deputado, a reação da oposição não é apenas uma tentativa de obstrução da pauta, é a "continuação de um golpe" contra as instituições da democracia. Merlong explicou que a obstrução está prevista no Regimento Interno da Câmara, mas ela não é feita por meio da invasão do plenário. “O que aconteceu ontem e anteontem na Câmara dos Deputados não foi uma obstrução, foi um motim, foi uma tentativa de impedir o funcionamento completo da Câmara e do Senado, de fechar um dos poderes básicos da democracia, que é o Parlamento. E nós vamos cobrar que esses deputados golpistas respondam pelos seus atos. A obstrução não é isso, a obstrução está prevista no Regimento. A Minoria pode propor retirar uma pauta de discussão, adiar a discussão. Isso é normal do Parlamento e é decidido no transcurso da sessão”, explicou o líder da bancada piauiense no Congresso.
Por fim, o deputado lembrou que o Congresso tem pautas importantes para serem votadas após o recesso legislativo. “Temos que aprovar a reforma do imposto de renda, o orçamento de 2026, o fim da jornada 6x1, dentre tantos outros temas de interesse do Brasil e dos brasileiros, essa é a nossa prioridade no momento. E vamos ficar vigilantes para impedir novas tentativas de golpe contra a nossa democracia”, finalizou.
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