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Desabamento da Ponte JK: vídeo inédito mostra momento exato da tragédia

A estrutura ligava Tocantins ao Maranhão pela TO-226


Reprodução Desabamento da Ponte JK: vídeo inédito mostra momento exato da tragédia
Desabamento da Ponte JK

Imagens impactantes divulgadas nesta quarta-feira (18) revelam o momento exato do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, importante ligação entre Tocantins e Maranhão pela rodovia TO-226. O registro foi feito de dentro da cabine de um caminhão e mostra, em tempo real, o colapso da estrutura ocorrido em 22 de dezembro de 2024. A nova ponte no local foi inaugurada em dezembro de 2025, exatamente um ano após a tragédia.

O vídeo, captado pela câmera de monitoramento de um caminhão da transportadora Expresso Geração, foi divulgado pela advogada Melissa Fachinello. Segundo ela, a publicação tem como objetivo chamar atenção para a falta de indenizações às vítimas e aos pescadores afetados pelo desastre.

Tragédia da Ponte JK deixou vítimas e poucos sobreviventes

O desabamento da Ponte JK resultou em uma das maiores tragédias recentes da região. Ao todo, 18 pessoas foram atingidas pelo colapso da estrutura, sendo que apenas um homem sobreviveu. Veículos como motos, carros, caminhonetes e caminhões despencaram no Rio Tocantins no momento do acidente.

Entre os caminhões envolvidos, dois transportavam cargas perigosas: cerca de 76 toneladas de ácido sulfúrico e outros 22 mil litros de defensivos agrícolas, aumentando ainda mais o impacto ambiental e os riscos à população local.

Falta de indenização gera revolta e ações na Justiça

De acordo com Melissa Fachinello, o caminhão registrado no vídeo e o corpo do motorista já foram retirados do rio. No entanto, até o momento, pescadores e famílias das vítimas seguem sem receber indenizações.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que as questões relacionadas às indenizações estão sendo tratadas na Justiça. Diversas ações judiciais estão em andamento, envolvendo vítimas, órgãos públicos — como o Ministério Público — e entidades da sociedade civil.

Advogada denuncia negligência e cobra responsabilidade

Em publicação nas redes sociais, a advogada fez um forte desabafo sobre o caso, destacando a negligência e a falta de medidas preventivas como fatores determinantes para o desastre.

Segundo ela, a tragédia poderia ter sido evitada com manutenção adequada, fiscalização eficiente e responsabilidade por parte das autoridades competentes. A profissional também reforçou a necessidade urgente de respeito às vítimas e pagamento de indenizações.

Relembre como aconteceu o desabamento da Ponte JK

O colapso da ponte ocorreu por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. Após o acidente, parte da estrutura remanescente foi implodida em fevereiro de 2025, dando início às obras da nova ponte.

A reconstrução foi concluída no final de 2025, restabelecendo uma importante rota para o transporte de pessoas e mercadorias entre os estados de Tocantins e Maranhão.

Íntegra da nota do DNIT

O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.

Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.

Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.

No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.

A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.

As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas.

Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas.

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