Segurança Pública

Delegada é presa sob suspeita de ligação com o PCC em SP

Investigação do MP aponta vínculos com facção criminosa e crimes financeiros


Reprodução Delegada é presa sob suspeita de ligação com o PCC em SP
Delegada é presa sob suspeita de ligação com o PCC em SP

Uma delegada recém-empossada em São Paulo foi presa nesta sexta-feira (16) durante operação do Ministério Público, suspeita de atuar em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela e o namorado são investigados por organização criminosa, advocacia ilegal e lavagem de dinheiro.

O que aconteceu

Layla Lima Ayub tomou posse como delegada em 19 de dezembro no Palácio dos Bandeirantes, mas menos de um mês depois passou a ser investigada pelo Ministério Público. A suspeita é de que ela mantinha vínculos pessoais e profissionais com membros do PCC e atuava como advogada de presos da facção, conduta proibida para delegados.

O caso veio à tona após a identificação de que Layla teria participado de audiências de custódia defendendo integrantes do PCC, mesmo após assumir o cargo público. Essa atuação ilegal, segundo o Gaeco, indicaria uso do cargo para favorecer interesses da organização criminosa, com acesso a inquéritos e dados sigilosos.

A operação resultou na prisão temporária da delegada e do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, suspeito de comandar tráfico de drogas e armas em Roraima. A Justiça também autorizou sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Marabá (PA), incluindo a Academia da Polícia Civil, onde Layla mantinha armário funcional.

Além da advocacia irregular, as investigações apontam indícios de lavagem de dinheiro. O casal teria adquirido uma padaria em Itaquera usando recursos ilícitos e o nome de terceiros para ocultar a propriedade. O procurador-geral de Justiça de São Paulo destacou que o crime organizado tenta infiltrar-se em carreiras públicas, mas que há ações de inteligência para enfrentar a prática.

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