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“Cristão não apoia Lula”: Malafaia reage à aproximação com evangélicos

O líder religioso rebate aproximação do presidente com líderes evangélicos e defende que escolhas políticas devem seguir valores cristãos.


Reprodução “Cristão não apoia Lula”: Malafaia reage à aproximação com evangélicos
“Cristão não apoia Lula”: Malafaia reage à aproximação com evangélicos

O pastor bolsonarista Silas Malafaia demonstrou preocupação com a aproximação do presidente Lula da comunidade evangélica. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (17), o líder religioso criticou o petista, afirmando que “um verdadeiro cristão não o apoia”.

O posicionamento de Malafaia surge um dia após Lula participar de encontros com bispos e pastores da Assembleia de Deus, em Brasília, buscando diálogo com o eleitorado religioso antes das eleições de 2026. Logo no início do vídeo, o pastor destacou que “a igreja de Cristo não apoia ninguém, seja prefeito, governador ou presidente”.

Ele acrescentou que as escolhas políticas dos cristãos devem refletir a fé e os valores bíblicos. “A igreja não precisa de política. Ela precisa do Espírito Santo. Nós, que vivemos na sociedade, é que fazemos nossas escolhas”, declarou.

Malafaia justificou sua oposição a Lula com base em princípios religiosos e morais. “Crenças, valores e caráter são os critérios que guiam meu apoio político. Em 2002, cheguei a apoiar Lula, mas quando ele começou a mostrar sua ideologia, me afastei”, afirmou.

O pastor também reproduziu um vídeo em que Lula se declara “orgulhoso de ser chamado de comunista” e questionou: “Como um cristão poderia apoiar alguém assim?”

A reação de Malafaia acompanha a intensificação do diálogo de Lula com lideranças religiosas. Na quinta-feira (16), o presidente se reuniu com o bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Madureira, acompanhado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela ministra Gleisi Hoffmann. Ferreira havia sido um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro em 2022.

No dia anterior, durante um evento do PCdoB, Lula afirmou que 2026 será “um ano sagrado” e confirmou a intenção de disputar a reeleição. O presidente destacou ainda a necessidade de a esquerda se aproximar mais dos evangélicos, reconhecendo falhas na comunicação: “Evangélico não é contra nós, nós é que não sabemos nos comunicar. O erro está na gente”, disse, em tom conciliador.

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