CPF brasileiro reforça vínculos de Epstein com o Brasil
Documentos apontam registro válido e indícios de vínculos com o Brasil
Um CPF foi registrado no Brasil em nome de Jeffrey Epstein, com a mesma data de nascimento do financista americano, morto em 2019. O documento, emitido em 2003 e ainda ativo, aparece entre itens apreendidos pelo Departamento de Justiça dos EUA, que também cita passaportes e uma procuração relacionada ao país.
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O que aconteceu
Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que, entre os itens encontrados nas residências de Jeffrey Epstein, havia diferentes passaportes e um “Brazilian CPF”, ou seja, um Cadastro de Pessoa Física brasileiro, além de uma procuração ligada ao Brasil.
A existência do CPF foi confirmada no site da Receita Federal. O registro está em nome do financista e traz a mesma data de nascimento presente em suas certidões oficiais, 20 de janeiro de 1953. Segundo os dados disponíveis, o documento foi emitido em 23 de abril de 2003 e permanece com situação “regular”.
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Em nota, a Receita Federal informou que estrangeiros sem residência no Brasil devem se inscrever no CPF para fins de controle fiscal, sem finalidade de identificação civil. O órgão acrescentou que a manutenção do registro após a morte, quando não comunicada às autoridades brasileiras, não causa prejuízo ao controle tributário nem tem relação com eventuais ilícitos.
Mensagens reveladas também mostram que Epstein considerou obter cidadania brasileira. Em 5 de outubro de 2011, uma pessoa identificada como Nicole Junkermann perguntou por e-mail o que ele achava de adquirir a cidadania do Brasil. Minutos depois, Epstein respondeu demonstrando interesse, mas mencionando possíveis dificuldades com vistos.
A troca ocorreu após ele já ter sido preso, entre 2008 e 2009, por abuso de menores. Imagens divulgadas recentemente indicam ainda que ele mantinha uma pasta identificada com a palavra “Brazil”.
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