Feminicídio

Corpo de corretora desaparecida em GO é encontrado; síndico e filho são presos

Síndico é preso após indicar local onde corpo foi ocultado


Arquivo Pessoa/Fernanda Alves e Reprodução TV Anhanguera Corpo de corretora desaparecida em GO é encontrado; síndico e filho são presos
Corretora de imóveis Daiane Alves desaparecida em Caldas Novas

O corpo da corretora Daiane Alves Souza, 43, desaparecida desde 17 de dezembro em Caldas Novas (GO), foi encontrado em área de mata na madrugada de hoje. O síndico do prédio onde ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, e o filho dele foram presos após o homem apontar à polícia onde o corpo havia sido escondido. O porteiro foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

O que aconteceu

O corpo de Daiane Alves Souza foi localizado em uma área de mata em Caldas Novas (GO) durante a madrugada, após uma força-tarefa da polícia realizar buscas no local indicado por Cleber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a vítima residia. Ele foi preso no início da manhã, junto com o filho, e levado à delegacia da cidade. Segundo a polícia, Cleber confessou ter indicado onde o corpo foi abandonado após o crime.

As investigações apontam que Daiane foi morta no mesmo dia em que desapareceu. O síndico teria colocado o corpo na caçamba de um carro antes de deixá-lo na área de mata. Até o momento, a polícia não detalhou o envolvimento do filho de Cleber no crime.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro e foi vista pela última vez por volta das 19h, ao sair do elevador no subsolo do prédio onde morava havia cerca de dois anos. Câmeras de segurança registraram a corretora deixando o apartamento, entrando no elevador com o celular na mão, gravando o trajeto e conversando rapidamente com outro morador até chegar à área técnica do edifício. Em um vídeo enviado a uma amiga, ela mostrou que o condomínio seguia com fornecimento de energia, enquanto apenas seu apartamento estava sem luz.

A mãe da vítima afirmou que Daiane havia ido religar a energia e que os cortes eram recorrentes, apesar de não haver atraso no pagamento. Cleber já havia sido denunciado por perseguição no início do ano. Segundo o Ministério Público de Goiás, entre fevereiro e outubro de 2025, ele teria praticado condutas que ameaçavam a integridade física e psicológica da vítima, além de indícios de sabotagem no fornecimento de água, energia, gás e internet de imóveis administrados por ela. O conflito teria começado após um desentendimento sobre a locação de um apartamento para mais pessoas do que o permitido.

Antes da prisão, os advogados afirmaram que ele colaborava com as autoridades. O prédio onde Daiane morava integra um condomínio com vários blocos, cada um com administração própria, o que, segundo a polícia, influencia a dinâmica da investigação.

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