Política

Coronel de Goiás diz que caso da 'Picanha de Bolsonaro' pode ser armação do PT

Coronel responde por acusação de triplo homicídio


Reprocução Coronel de Goiás diz que caso da 'Picanha de Bolsonaro' pode ser armação do PT
O coronel Edson Raiado e cena de Leandro Batista Nóbrega gravada por mulher trans

O coronel da Polícia Militar de Goiás Edson Luís Souza Melo Rocha, conhecido como Coronel Edson Raiado, voltou ao centro de uma polêmica após publicar um vídeo nas redes sociais em que sugere que as acusações contra o empresário Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás e nacionalmente conhecido pela comercialização da chamada "Picanha de Bolsonaro", poderiam fazer parte de uma suposta armação do Partido dos Trabalhadores (PT).

No vídeo, Raiado afirma que a denúncia apresentada por uma mulher trans contra o empresário — que o acusa de transfobia, ameaças e de não pagar R$ 500 por um programa sexual — poderia ter motivação política. O coronel, entretanto, não apresenta provas que sustentem essa hipótese.

Quem é o Coronel Edson Raiado

Edson Luís Souza Melo Rocha é coronel da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e ganhou notoriedade no estado ao comandar o Comando Rodoviário da corporação. Em 2022, disputou uma vaga de deputado federal, tornando-se também uma figura conhecida no meio político goiano.

Nos últimos anos, porém, seu nome passou a aparecer em diferentes investigações e episódios controversos.

Coronel responde por acusação de triplo homicídio

Em abril de 2026, o Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o Coronel Edson Raiado e o tenente-coronel Renyson Castanheira pelo homicídio qualificado de três homens mortos em fevereiro de 2023, no município de Abadia de Goiás.

Segundo a denúncia, as vítimas — dois mecânicos e um piloto de helicóptero apontado como integrante do PCC — teriam sido executadas com disparos efetuados pelas costas. O processo segue em tramitação, e os acusados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Afastamento após troca de acusações

Antes da denúncia criminal, em outubro de 2025, Raiado já havia sido afastado de suas funções pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás após uma intensa troca de acusações públicas com um delegado da Polícia Civil. Os ataques ocorreram pelas redes sociais e envolveram denúncias e críticas entre os dois agentes de segurança.

Caso da "Picanha de Bolsonaro"

A nova manifestação do coronel ocorre em meio à repercussão das acusações contra o empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás.

Leandro é investigado após uma mulher trans registrar boletim de ocorrência afirmando ter sido vítima de transfobia, ameaças e de um suposto calote de R$ 500 referente a um programa sexual. O empresário nega as acusações e o caso é investigado pelas autoridades competentes.

Ao comentar o episódio, Coronel Edson Raiado afirmou que a denúncia poderia ter sido articulada politicamente pelo PT, mas não apresentou qualquer elemento público que comprove essa versão. Até o momento, não há manifestação oficial das autoridades indicando qualquer evidência de motivação política por trás da investigação.

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