Conheça a história de Letícia Ellen: envolvida em uma série de prisões de namorados e alvo policial
Com a prisão de hoje chega-se ao terceiro episódio, em menos de dois anos, em que Letícia aparece vinculada à captura de homens com quem se relacionava
A influenciadora teresinense Letícia Ellen Negreiro de Abreu voltou às páginas policiais nesta quinta-feira (11), após ser detida em uma operação integrada das Polícias Civis do Piauí e do Maranhão. Ela foi encontrada em um sítio na zona rural de Timon ao lado do atual companheiro, Jorge Luís de Sousa da Silva, o Jorginho, que estava foragido e tinha mandado de prisão pelo homicídio de Jad Rubens Barros de Sousa, ocorrido em janeiro deste ano, em Teresina.
A prisão marcou o terceiro episódio, em menos de dois anos, em que Letícia aparece vinculada à captura de homens com quem se relacionava — uma sequência que transformou sua trajetória pública em um histórico de conexões com investigados por crimes diversos.
Operações anteriores e o início do histórico de prisões

O nome de Letícia ganhou repercussão nacional em outubro de 2024, quando ela e o então namorado Diogo Macedo Basílio foram alvos da Operação Jogo Sujo II, que investigava influenciadores envolvidos na divulgação e venda de links para jogos de azar ilegais.
À época, ela acumulava mais de 70 mil seguidores e, segundo a investigação, havia elementos que apontavam:
divulgação e impulsionamento de apostas proibidas;
participação em grupos pagos dedicados a cassinos ilegais;
associação com outros influenciadores que movimentavam grande público nessas redes.
A prisão foi temporária, mas abriu uma linha de investigação sobre possível favorecimento, apoio logístico e participação indireta em atividades ilícitas de parceiros.
Dois meses depois, em 15 de dezembro de 2024, Diogo voltou a ser preso — desta vez condenado a 12 anos por um assalto cometido em 2016.
Bololô: mais um namorado preso dentro da casa de Letícia

Em agosto de 2025, Letícia novamente estampou manchetes ao ser encontrada na residência onde a polícia cumpriu mandado de prisão contra Donizete, o Bololô, de 24 anos, investigado por homicídio e ligado a uma facção criminosa.
A polícia informou que:
Bololô usava a casa da influenciadora como ponto de apoio para se esconder;
materiais associados ao tráfico foram apreendidos no local;
o ambiente indicava “condições favoráveis” para a permanência do suspeito.
Letícia foi conduzida à delegacia, onde passou por procedimentos formais de autuação.
O caso mais grave: apoio à fuga de Jorginho

A investigação mais recente, segundo a Polícia Civil, é também a mais complexa. Jorginho era procurado pelo assassinato de Jad Rubens, atraído para um baile de reggae na Vila Dagmar Mazza antes de ser morto, em um crime associado a dívida com facção.
De acordo com o delegado Tales Gomes, Letícia teria:
fornecido carro e motocicleta em seu nome para a fuga do foragido;
ajudado a escondê-lo em diversos locais;
divulgado informações falsas nas redes sociais para confundir a investigação;
participado de ações de contrainteligência.
Na noite anterior à prisão, equipes confirmaram a presença do casal no sítio. O cerco na madrugada resultou na captura de ambos e do caseiro Roberto Daniel da Silva, apontado como responsável por armazenar e manipular drogas.
No local, os policiais apreenderam:
cocaína;
armas de fogo;
munições;
balança de precisão.
Letícia, Jorginho e Roberto foram autuados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo, além de favorecimento pessoal no caso da influenciadora. Todos permanecerão à disposição da Justiça do Maranhão.
Jorginho ainda poderá ser recambiado ao Piauí para responder pelo homicídio.
Relações marcadas por violência e reincidências
A trajetória conflituosa entre Letícia e Jorginho também inclui episódios de violência doméstica. Em maio de 2025, o investigado chegou a invadir a casa da influenciadora e agredi-la, violando uma medida protetiva.
Paralelamente, Letícia protagonizou nos últimos meses episódios de tumulto, incluindo:
briga com o síndico do condomínio onde mora;
agressões registradas contra o próprio advogado.
Três namorados presos em menos de um ano
Letícia esteve ligada à prisão de três parceiros:
Diogo Macedo Basílio, preso em dezembro de 2024 (e já alvo com ela na Operação Jogo Sujo 2).
Donizete, o “Bololô”, capturado em agosto dentro da casa dela.
Jorginho, preso nesta quinta-feira (11/12) em Timon, investigado por homicídio e tráfico.
Investigação continua
A Polícia Civil do Piauí e do Maranhão segue apurando a participação de Letícia Ellen nas ações de apoio a foragidos, seu possível envolvimento com redes criminosas e outras ocorrências recentes que a influenciadora protagonizou.
A história de Letícia, que começou nas redes sociais como entretenimento e ostentação, tornou-se um dos casos mais emblemáticos da relação entre o mundo digital e o crime organizado no Piauí.
Deixe sua opinião: